Marquinhos entra no PSD projetando plano de governo para a Capital

Depois de se deligar do PMDB do ex-governador André Puccinelli, o deputado estadual Marquinhos Trad filiou-se neste sábado (12) ao PSD do ministro Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, durante ato político ocorrido na Câmara de Vereadores de Campo Grande.

Marquinhos assinou a ficha de filiação (Foto: Divulgação )
Marquinhos assinou a ficha de filiação (Foto: Divulgação )

O deputado chega ao partido com a garantia de disputar a prefeitura de Campo Grande, como alternativa a outras candidaturas já manifestadas até o momento.

A movimentações de bastidores indicam a possível participação do ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PTB) e até do ex-governador André Puccinelli, que, no entanto, nega o interesse de concorrer pela terceira vez ao cargo de prefeito da Capital. Ele deve enfrentar também  a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) e o ex-comandante da PM no Estado, Cel David, que se filiou na última semana ao PSC, e teve sua candidatura lançada pelo presidente Nacional da legenda, Pastor Everaldo.

Ao embarcar no PSD, Marquinhos foi logo lançando o projeto “Conversa com a nossa gente”, uma réplica do “Pensando Campo Grande”, que alavancou a candidatura do então deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) a prefeito da Capital em 2012, deixando-o em terceiro lugar. Mais tarde, o tucano conquistou o governo usando como estratégia o programa Pensando Mato Grosso do Sul.

O projeto tucano consistia em bater a porta do eleitoral para colher sugestões sobre o que a cidade precisa prioritariamente para investimento. No caso de Marquinhos, “a ideia é percorrer a cidade, olhar nos olhos das pessoas e construir um plano de governo para reorganizar Campo Grande”.

ENCONTRO ESTADUAL

Marquinhos chegou à Câmara e se emocionou com a recepção. O plenário estava lotada e o público comemorava a sua chegada. Ele disse que escolheu o PSD porque o partido lhe permite “sonhar e trabalhar, além de estimular lideranças”. “Espero retribuir a confiança”, comentou.

Após assinar a ficha de filiação, Marquinhos disse que, no caminho de casa à Câmara, um filme passou em sua cabeça. Ele lembrou da época de estudante, das eleições para vereador e deputado, do pai Nelson Trad e da família. “Peço a Deus discernimento e princípios para educar minhas filhas”, disse.

Ainda lhe veio à memória o primeiro desafio público, como secretário municipal de Assuntos Fundiários. “Recebi a missão de desfavelar Campo Grande, regularizamos 117 núcleos e acabamos, por exemplo, com as favelas Dona Neta, Sapolândia e Maria do Céu”, citou. “Naquela época, descobri que é isso que quero fazer, ajudar as pessoas”, completou.

Neste sentido, Marquinhos fez questão de ressaltar que está “preparado para o desafio de fazer as pessoas viverem melhor”. Por isso, vai andar de casa em casa, bater na porta de todos os setores da sociedade para ouvir o que as pessoas precisam.

“Vamos com humildade, chega de briga. Vamos com planejamento, chega de desorganização. Vamos com ética, chega de corrupção”, ressaltou.

Com esse pensamento, o deputado vai tocar o projeto “Conversa com a nossa gente”. “Uma cidade não pode ter dono, uma cidade é a expressão plural da vontade de um povo. Por isso, peço a ajuda e a opinião de todos para reorganizar Campo Grande”, completou.

 

O presidente da Câmara de Campo Grande, vereador João Rocha (PSDB), sugeriu, no encontro do PSD, o fechamento de um “pacto pela cidade”. “A cidade está triste, temos que nos unir para virar essa página”, propôs.

Presidente regional do PTB, Nelsinho Trad foi prestigiar o PSD e o irmão Marquinhos e deixou claro: “quem apostar em briga entre irmãos vai perder”.

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