Marquinhos deve ser o escolhido da família Trad para concorrer a prefeitura da Capital

Trads
Irmãos políticos: Nelsinhos, Marquinhos e Fábio Trad

A eleição municipal em Campo Grande, se em geral havia influência ou mesmo indicação de um clã familiar e tem a disputa entre ‘adversários’, agora tem oficialmente, a concorrência entre candidatos a prefeito da mesma família. O clã Trad está vivendo a dúvida de ir ao pleito eleitoral com um dos irmãos ou mesmo ter a concorrência entre Nelsinho e Marquinhos Trad. Na balança, há entre eles um que tem a bagagem de diversos mandatos no Legislativo e acima de tudo, de seus oito anos a frente da própria prefeitura da Capital, ou outro, com mandatos apenas no Legislativo estadual, mas que vem com a pecha da renovação e que segundo pesquisas já divulgadas, está hoje, a frente da disputa com o irmão e até com os adversários, tendo seus 38% da preferência eleitoral, se a votação final fosse neste momento.

O deputado estadual Marquinhos Trad (PSD), que é pré-candidato ao Paço Municipal pelos Social Democrata, até tem a pretensão de não ter uma coligação totalmente politica, apontando a ‘renovação’ que já dialoga com pessoas com “perfil técnico” para a escolha do vice-prefeito em sua chapa. O resultado do percentual acima é do instituto DATAmax, que o aponta como favorito num eventual confronto com o atual prefeito Alcides Bernal (PP). O levantamento feito na semana passada, divulgado no domingo (10), marca Marquinhos com 38,43% dos votos contra 27,61% para Bernal, já no segundo turno. Mas, ambos também concorrem com outro índice expressivo, com mais de 25% não votando em qualquer dos candidatos postos entre os prováveis 10 a 15 que poderão concorrer na Capital.

Contudo, este Trad, além do irmão, apesar de estar na frente dos votos válidos, também tem um quinto lugar com 15,42% dos eleitores entrevistados afirmando que não votariam nele. Marquinhos acredita que o resultado é natural. “Continuo trabalhando. A minha preocupação no momento não é o índice de aceitação ou de rejeição, no momento busco elementos para solucionar os problemas de Campo Grande”, afirmou.

A pesquisa, no entanto, também mostra a ele, que seu ‘carimbo’ de suposta renovação, está no caminho certo, pois aquele que seria a maior estrela atualmente, mas até já anunciou ontem sua desistência das eleições 2016, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) têm a maior rejeição dos eleitores, seguido do atual prefeito Alcides Bernal. Segundo aponta hoje, a intenção de voto entre os que seriam prefeitáveis, ambos têm, respectivamente, 31,97% e 28,48% de taxa de rejeição entre os campo-grandenses.

Sem votos na sequência

Alex do PT aparece em terceiro lugar, com 23,88% de pesquisados afirmando que não votariam nele. Com pouca diferença do terceiro aparece Dagoberto Nogueira (PDT), com 23,51% de rejeição. Em quinto lugar está o deputado estadual Marquinhos Trad, pré-candidato do PSD, com 15,42%.

Já em sexta posição, estão dois da lista, com Pedro Pedrossian Filho(PMB), com 13,06% e a tucana Rose Modesto (PDB), que aparece com o mesmo índice de Pedrossian. Em seguida, Marcelo Bluma (PV) 12,44%, Athayde Nery (PPS) 11,94%, Haroldo Figueiró (PTN) com 10,95%, Coronel David (PSC) com 10,57%, Renato Gomes (PRP) com 9,95% e Márcio Fernandes (PMDB) com a menor rejeição, de 8,58%.

Outro percentual que está alto, com pouco mais de 25% do total de votantes, é quem vota em Brancos ou nulos, que somam 9,83% das respostas e os eleitores que não souberam ou não opinaram somam 15,42% dos entrevistados.

Ao todo foram entrevistadas 804 pessoas em Campo Grande e a margem de erro aos percentuais é de 3.5 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. As sete regiões da cidade foram ouvidas: Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo. A amostragem foi feita entre os dias 25 e 30 de junho com registro no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS) no dia 27 do mesmo mês. O número de protocolo é MS-03822/2016.

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