Marmitaria foi criada após licitação da prefeitura, aponta PF

Empresa sem nenhum tipo de estrutura venceu licitação de R$ 1,8 milhão anual para fornecimento de alimentação à Fundação de Saúde (Funsaud), autarquia criada pela Prefeitura de Dourados para administrar o Hospital da Vida e UPA. Tanto a empresa como a Funsaud, além da Secretaria Municipal de Saúde foram alvos da Operação Purificação, desencadeada hoje pela Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Durante coletiva à imprensa, o delegado Denis Colares, chefe da operação, disse que até 2013 a empresa de marmitex existiu, porém foi reativada por uma terceira pessoa para participar de processo de licitação.

Em 2017 a atual administração municipal fez dispensa de licitação de contratação de empresa para fornecer alimentos à Funsaud e lançou pregão presencial no valor de R$ 1,8 milhão.

Somente a Marmiquente participou e sagrou-se vitoriosa no pregão. O que chamou a atenção, segundo o delegado, é que a empresa não tinha estrutura para oferecer o serviço, praxe obrigatório de uma empresa ao participar de qualquer tipo de licitação. Com isso, há indício de que a empresa foi direcionada a vencer o processo.

Durante os anos de 2017 e 2018 a Marmiquente forneceu marmitex à Funsaud. Por mês era distribuído, em média, cerca de 300 alimentações no Hospital da Vida e UPA.

O suposto dono da empresa, que não teve o nome divulgado, foi preso. Ao todo, oito mandados de busca e apreensão foram realizados na Funsaud e na Secretaria Municipal de Saúde.

A investigação continua de forma sigilosa e de acordo com o delegado poderá ter desdobramentos.

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