Mário César afirma que CPI ‘não procura culpados, mas origem dos problemas’

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Mário César (PMDB), defendeu, durante entrevista nesta terça-feira (12) ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazila respeito da abertura de uma CPI para averiguar as contas da prefeitura de Campo Grande, que “a comissão não está procurando culpados”. “Quando se fala de comissão parlamentar de inquérito, sempre se imagina que se está caçando culpados”, comentou o vereador.

Para o presidente da Câmara, “o que se procura é identificar quais são as reais origens dos problemas financeiros e orçamentários que a administração municipal enfrenta”.

A CPI visa a identificar a origem dos problemas financeiros, não culpados", defendeu o presidente da Câmara Municipal, Mário César (PMDB) - Foto: Silvio Ferreira
A CPI visa a identificar a origem dos problemas financeiros, não culpados”, defendeu o presidente da Câmara Municipal, Mário César (PMDB) – Foto: Silvio Ferreira

De acordo com o Mário César, “os responsáveis pela área financeira da prefeitura não gostam um centavo sem previsão orçamentária. O que na verdade está sendo questionado é com que eficácia estão sendo geridos esses recursos”, alegou. Mário César apontou que “à atual crise financeira pela qual passa todo o país, ainda somam-se problemas específicos de Campo Grande, como a falta de revisão do ICMS de 2012 para cá, quando não se discutiu a alíquota da principal fonte de receita da administração municipal”.

O presidente da Câmara afirmou ainda: “não sou contra cargos comissionados, mas há que se convir que quando 1044 cargos comissionados são responsáveis por mais de R$6 milhões de gastos da folha municipal de pagamento é preciso se pensar – em um momento de crise – em cortar na própria carne”.

“Está havendo uma inversão de valores sobre o que precisa ser feito de forma emergencial. E isso precisa ser discutido. Os recursos do IPTU já foram embora e – pela primeira vez na história recente do município – serviram para pagar contas pretéritas e não para as necessidades do município no exercício do ano corrente. O ISS então… Então, com a redução do ICMS e no fundo de participação dos municípios, não consigo ver perspectiva de melhora de receita do município em um horizonte de 90 dias”, alertou o vereador.

Silvio Ferreira

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