Marin é condenado nos EUA e terá de pagar mais de meio milhão de reais

Gazeta Press/JP

Aos 86 anos, Marin cumpre pena em uma prisão na Pensilvânia, nos EUA (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

José Maria Marin terá pagar cerca de US$ 137 mil (R$ 519 mil) à Fifa e à Conmebol, por crimes de corrupção cometidos entre 2012 e 2015. O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) foi sentenciado nesta terça-feira, em decisão do Tribunal Federal do Brooklyn, Estados Unidos, na operação denominada como “Fifagate”.

O brasileiro terá de devolver mais de US$ 19,5 mil para a Fifa e US$ 118 mil para a Conmebol, valores que dizem respeito a salários e benefícios pagos ao mesmo na época em que ocupou cargos nas duas instituições. A CBF, que também poderia ter sido lesada pelo dirigente, não se declarou como vítima no processo e, portanto, não será restituída.

A decisão foi tomada pela juíza Pamela Chen, a mesma que condenou Marin a 48 anos de prisão no último mês de agosto. Em dezembro de 2017, cartola de 86 anos de idade foi acusado de receber ilegalmente US$ 6,5 milhões em contratos de direitos comerciais, por parte de empresas de marketing esportivo, da Copa do Brasil, da Libertadores e da Copa América. No momento, segue em cumprimento de sua pena, em uma prisão de segurança mínima no estado da Pensilvânia (EUA).

O caso tornou-se público ainda em maio de 2015, quando José Maria Marin foi preso em um hotel na Suíça, junto a mais cinco dirigentes de outros países. Extraditado aos Estados Unidos, o brasileiro permaneceu em prisão domiciliar por mais de dois anos, em seu apartamento de luxo em uma das regiões mais caras de Nova York.

Ele só foi transferido ao presídio do Brooklyn em dezembro de 2017, quando acusado pelo recebimento de propina referente às competições sul-americanas. Ao todo, foram sete crimes relacionados ao ex-mandatário, sendo um de organização criminosa, três de fraude bancária e dois de lavagem de dinheiro.

Outros dois ex-presidentes da CBF também foram sentenciados pela justiça norte-americana. Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero (suspenso pela FIFA) foram acusados de cometer os mesmos crimes de Marin, mas, como no Brasil a lei não permite extradição de seus cidadãos, nenhum dos dois pode ser julgado nos EUA.

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