Marido que agrediu mulher porque ela perguntou se ele “soltou pum” e punido pela Justiça

Um homem de 36 anos é acusado de agredir uma jovem de 23 anos na frente da filha após ela o questionar se ele havia soltado gases. O crime aconteceu no último 28 de junho, em Dourados, a 214 quilômetros de Campo Grande, mas foi divulgado pela Justiça de Mato Grosso do Sul somente nesta terça-feira (21).

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Conforme divulgado pela Poder Judiciário do estado, acusado e vítima eram marido e mulher e estavam na residência deles. Em um determinado momento, ela o questionou se ele havia soltado gases.

Diante da pergunta, o homem ficou nervoso e ela se desculpou. Mesmo assim, foi agredida pelo companheiro que segurava uma faca.

A mulher disse ao marido que chamaria a polícia e os dois continuaram com a discussão, quando o autor a empurrou como se fosse colocá-la para fora de casa, afirmando que deveria chamar as autoridades lá fora. Desistindo do movimento, ele a jogou em cima do sofá e ameaçou desferir um golpe com uma corneta de som e só não o fez porque ela gritou por socorro.

Depois disso, o marido jogou a mulher na cama, amarrou suas pernas com a tolha de banho e começou a bater nela. A filha, que presenciava a violência, pediu ajuda ao vizinho.

A mulher se separou do marido e denunciou o companheiro. O processo tramita na justiça e será julgado pela 4ª Vara Criminal de Dourados.

No dia 14 deste mês, após receber ameaças do ex-companheiro a mulher pediu à justiça a execução de medida protetiva, conforme a Lei Maria da Penha.

O juiz atendeu o pedido por entender a necessidade de proteção à mulher e determinou o afastamento do autor do lar de convivência com a vítima, permitindo ainda a retirado dos seus pertences do local.

O agressor foi também proibido de se aproximar da vítima a menos de 200 metros, de manter contato com ela por qualquer meio de comunicação e de frequentar cultos, missas, eventos sociais, onde a vítima esteja.

De acordo com a decisão, o descumprimento resultará na prisão preventiva do agressor para que a norma jurídica possa se efetivar, garantindo à vitima a proteção prevista em lei

A medida protetiva vale por 90 dias, prazo em que pode ser ou não proposta a ação penal. O processo tramita em segredo de justiça.

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