Marcos Alex fica no Gaeco até conclusão da Coffe Break

O Procurador Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, em exercício, Paulo Cezar dos Passos, afirmou na tarde desta segunda-feira (28) que vai levar até 60 dias para a análise do relatório da Operação Coffe Break, que investigou suposto esquema para cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

 Procurador Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, em exercício, Paulo Cezar dos Passos Foto Paulo Francis
Procurador Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, em exercício, Paulo Cezar dos Passos Foto Paulo Francis

A informação foi dada durante entrevista coletiva na qual Passos confirmou a saída do promotor Marcos Alex Vera da coordenação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), o que vai acontecer somente depois da análise do relatório e do possível ajuizamento de ações.

Segundo Passos, novas investigações referentes à Coffee Break devem ser realizadas após retorno de Marcos Alex dia 7 de janeiro com fim do recesso. O promotor quando entregou relatório preliminar da Coffee Break à PGJ havia antecipado possibilidade de novas investigações para esclarecer novos fatos que surgiram durante andamento da operação.

Durante a coletiva, Paulo Passos leu duas notas, uma da PGJ (Procuradoria Geral de Justiça), cujo chefe, Humberto de Matos Brites, está viajando, e outra do promotor Marcos Alex Vera, que também está em viagem.

Na nota de Marcos Alex, ele admite que houve problemas de comunicação em relação à operação e que por isso aconteceram divergências com a chefia do MPE. Esses problemas, conforme o texto, já estão sanados. Uma das situações é que no dia em que parte do relatório da Coffee Break foi divulgada à imprensa, o procurador-chefe participava de um evento com representantes de outros estados e a informação teria chegado primeiro à imprensa e só depois a ele.

De acordo com Passos, não há nenhuma divergência entre Marcos Alex e Procurador Geral de Justiça, Humberto de Matos Brittes, como havia sido veiculado. “Qualquer informação diferente foi divulgada de forma desconcertada no intuito de atrapalhar os trabalhos, são muitas informações desencontradas na tentativa de enfraquecer o Ministério Público, e isso só prejudica a sociedade e favorece pessoas que estão envolvidas em ações com intuito de lesionar os cofres públicos”, disse Passos.

Sobre Marcos Alex, Paulo Passos disse que a vontade de deixar a coordenação do Gaeco já havia sido apresentada em 2014, mas ele foi mantido. Agora, afirmou, pediu para sair novamente por entender já ter cumprido sua missão. Ainda segundo Procurador Geral em exercício, não há nome definido para substituir Marcos Alex. “Não está definido quem substituirá Marcos Alex quando ele sair, mas quem for o coordenador do Gaeco não atuará nas investigações, apenas fará trabalho de análises para não acumular funções”.

Comentários

comentários