Marco encerra ‘119 anos de Lídia Baís’ com oficina e orquestra musical neste domingo

Lúcio Borges

O Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco), em parceria com o coletivo de mulheres artistas “As descendentes de Lídia Bais”, encerra celebração dos 119 anos da artista campo-grandense neste domingo (28). O último dia dos eventos no Museu contará com uma programação com oficina e orquestra musical, que tocará composições da artista então contemporânea da Capital.
A programação até domingo ainda conta além da oficina, roda de conversa e apresentação musical, está aberta ao público exposição das obras de Lídia do acervo do Marco. O evento é aberto ao público e com entrada franca.

O domingo tem auge especial às 16 horas, sendo realizado a oficina de imersão ministrada por Kim Weiss, e às 18 horas, roda de conversa com Fernanda Reis e Thaís Martins. A Orquestra Sinfônica de Campo Grande encerra a programação às 20 horas, com a execução da obra musical de Lídia, que como foi gravada numa época anterior aos discos de vinil. As músicas são acervo do MIS e algumas delas foram recuperadas e reescritas pelo maestro Eduardo Martinelli.

Lídia Baís nasceu em 22 de abril de 1900 na cidade de Campo Grande/MS e aqui faleceu, em 10 de outubro de 1985. Sua produção artística delineia-se por signos que marcam uma trajetória de resistência, considerada precursora das artes plásticas de Mato Grosso do Sul. Vida e obra da artista suscitam diferentes manifestações artísticas e culturais que buscam manter viva a memória da arte feminina do estado.

Ao ressignificar a própria história, a artista aprofundou-se na reflexão sobre a família, a trajetória de vida, os assuntos de cunho espiritual que também contribuíram para que ela refletisse sua presença no mundo como mulher e artista. Suas representações pictóricas questionaram a sociedade, assim como a sociedade refletiu no seu processo criador dando origem a uma obra complexa e transgressora.

A espiritualidade relacionada à produção artística e intelectual é uma marca importante nos trabalhos de Lídia Baís. Ainda jovem inclinou-se aos temas espirituais, pintou, compôs músicas escreveu, rezou e passou vários dias em jejum, doou parte de seus pertences aos pobres que batiam a sua porta pedindo ajuda e permaneceu por longos períodos enclausurada no ateliê pintando e compondo músicas ao piano.

Serviço

O Marco fica na Avenida Antonio Maria Coelho, 6000, Parque das Nações Indígenas. Telefone: (67) 3326-7449.

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