Marcha da Maconha é adiada por baixo números de pessoas

Dois dos organizadores do evento em Campo Grande. Tandy Julian(à esquerda) e Sergio Onça( à direita).
Dois dos organizadores do evento em Campo Grande. Tandy Julian(à esquerda) e Sergio Onça( à direita). (Foto: paulo Francis)

A  Marcha da Maconha-CG/MS 2015, que estava prevista para acorrer na tarde de sábado(06), na praça Ary Coelho, em Campo Grande, foi adiada  devido ao número pequeno de pessoas que compareceram ao local determinado para a concentração do publico. O evento que foi marcado através de uma rede social indicava a concentração com inicio as 14h30 , na Praça Ary Coelho, em Campo Grande. Em seguida as 16:20 sairiam em marcha pelas ruas centrais da cidade até a praça do Radio Clube, porem um grupo de apenas 20 pessoas compareceu ao local. Outro fator que contribuiu para o adiamento foi o fato dos idealizadores do evento não terem conseguido enviar um oficio comunicando a policia e a prefeitura a tempo.

O estudante Sérgio onça, 29 anos, que é um dos organizadores do evento na capital, conta que o movimento ocorre em âmbito nacional porem em cada cidade é organizado de forma independente. É formado por um grupo de pessoas que se mobilizam através de um coletivo criado para discutir os temas sociais mais diversos, sendo a legalização da maconha uma das pautas discutidas. “Aqui em Campo Grande o evento ocorre desde o ano de 2011, mas nesta época era proibido chamar de Marcha da Maconha e por isso tinha o nome de Marcha da liberdade. A partir de 2012 conseguiu-se a liberação por lei através dos Supremo Tribunal Federal(STF), e desde de então a cada ano que passa aumentamos mais o número de pessoas”, conta o estudante.

Sergio acredita que a falta de divulgação, apoio dos próprios participantes e governantes fez com que este ano o movimento fosse baixo. ” Como falamos o movimento é aberto, tem muitas coisas para fazer e apenas 5 ou 6 pessoas realmente mobilizadas. Muitas vezes não da tempo de fazer tudo, precisamos de mais ajuda e de pessoas que lutem pela causa. Qualquer ajuda é bem vinda, seja para levar um oficio  a algum órgão, ou confeccionando uma faixa ou  bandeira, e assim não fica pesado para ninguém, já que muitos trabalham e estudam”, afirma o organizador.

O operador de telemarketing, Tandy Julian, 27 anos, explica que  a Marcha da Maconha tem o objetivo de promover embates de enfrentamento e informação da sociedade sobre o uso recreativo, medicinal e produção para consumo próprio da Cannabis. “O uso da maconha sempre existiu e vai existir independente da legalização ou não. Sabemos que não vamos mudar a lei de um hora para outra mas aos poucos vamos mostrar a sociedade em geral os seus benefícios e quebrar esse preconceito de que os maconheiros são vagabundos e bandidos. Muitas pessoas estão sendo presas não pelo consumo e sim pela proibição. Porque o álcool e o cigarro que mata muito mais pessoas é liberado normalmente?”, questiona Tandy.

A nova data prevista para a manifestação é no próximo sábado(13), outra data que poderá haver mobilização é no dia 27 de novembro, considerado o Dia Mundial pela Legalização da Maconha e de combate ao câncer,justamente para reafirmar o caráter medicinal da planta.

Paulo Francis

 

 

 

 

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