‘Marcha da Classe Trabalhadora do campo e da cidade’ realiza ato no centro da capital

Pelo 4° dia consecutivo manifestantes dos movimentos MST/MS(Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso do Sul), Fetagri(Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul), CUT(Central Única dos Trabalhadores), MCLRA e Movimento Indígena realizaram nesta manhã(05) a ‘Marcha da Classe Trabalhadora do campo e da cidade’, pelas ruas de Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa cerca de mil pessoas caminhavam com faixas e bandeiras dos seus respectivos sindicatos.

O protesto iniciou hoje às 8h no bairro Moreninhas, seguiram em caminhada pela rua Rui Barbosa, com destino a praça Ary Coelho, no centro da capital. Após o ato os manifestantes voltaram em 3 ônibus para o Ginásio Moreninho, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), local onde estão acampados. Para o período vespertino está previsto que os manifestantes permanecerão no acampamento para realização da discussão da pauta de formação interna, porem pode ocorrer mudanças

Segundo o assessor do coletivo de comunicação do MST, Janelson Ferreira, de 22 anos, foi formado uma Brigada de Comunicação especialmente para marcha onde possam ser direcionados os assuntos inerentes ao ato, suas pautas, solicitações, assim podendo abranger todos os movimentos.

Ele ressalta que o inicio da manifestação foi justamente no dia 1° de maio em caráter simbólico ao dia do trabalhador, mas não como um dia festivo, e sim como um dia de luto a classe trabalhadora.”Nós vamos continuar a marcha até que o Incra ou algum outro órgão competente atendam as nossas reivindicações ou nos deem alguma resposta. Estamos lutando por nossos direitos e por isso esse ato não é isolado, pretendemos continuar, não há dia para acabar”, afirma Joanelson.

A reivindicação central da marcha é a Reforma Agrária Popular, a Demarcação de Terras Indígenas, alem de se posicionarem contra a PEC 215, a PL 4330 e a redução da maioridade penal. O movimento ocorre desde o dia 1º de maio e todos os manifestantes vieram caminhando pela BR 163, da região do distrito de Anhanduí e chegaram à Capital na manhã de domingo(03).

Paulo Francis

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