Marcelo Odebrecht deixa prisão e viaja a SP

G1/JP

Avião com Marcelo Odebrecht no Aeroporto de Bacacheri, em Curitiba (Foto: Giuliano Gomes)

O avião particular levando o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, decolou do Aeroporto de Bacacheri, em Curitiba, às 13h08 desta terça-feira (19). O destino, agora, é São Paulo, onde ele deve cumprir pena domiciliar no bairro Morumbi.

Marcelo deixou a carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, às 9h52 desta terça-feira. Às 9h59, ele chegou à sede da Justiça Federal (JF), também na capital paranaense, onde colocou tornozeleira eletrônica. O equipamento lhe dará o direito de cumprir o restante da pena em casa.

A audiência terminou por volta das 12h40. Da Justiça, Marcelo seguiu em um carro particular para o aeroporto, que fica em uma região residencial de Curitiba e não recebe voos comerciais.

O advogado Nabor Bulhões, que defende Marcelo, disse, logo ao fim da audiência, que “voltar ao convívio familiar é algo de extrema importância para Marcelo Odebrecht”. Bulhões declarou ainda que, a partir de agora, um dos objetivos de Marcelo será colaborar com a Justiça.

“Ele reiterou a nós, seus advogados, que o grande objetivo da vida dele nesta nova fase de sua vida é voltar ao convívio familiar, algo muito caro para ele, e ser efetivo em sua colaboração. Ele não tem qualquer outro objetivo”, afirmou.

O empresário foi preso em 19 de junho de 2015, quando foi deflagrada a 14ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Erga Omnes. Ele terá que pagar R$ 149 pela manutenção da tornozeleira mensalmente à Justiça Federal do Paraná.

O equipamento vai monitorar os passos de Marcelo Odebrecht pelos próximos sete anos e meio. O prazo foi determinado no acordo de delação premiada que ele firmou com a Justiça, em troca de contar o que sabia sobre os esquemas ilegais que as empresas da família dele participaram.

Além disso, ele teve que pagar multa de R$ 73,3 milhões à Justiça.

O herdeiro de uma das maiores empresas do país deverá seguir preso, no chamado regime fechado diferenciado. Nele, o ex-presidente da Odebrecht vai ficar detido na casa dele, em São Paulo, pelos próximos dois anos e meio. Em seguida, ele terá direito à progressão de regime.

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