Mano descarta dirigir Inter com atual presidente e critica Marin

Um dos nomes cotados para substituir Diego Aguirre, demitido na última quinta-feira (6), o técnico Mano Menezes descartou assumir o comando do Internacional enquanto o time for presidido por Vitório Pífero.

Mano Menezes relatou atrito com atual presidente do Inter - Foto: Divulgação
Mano Menezes relatou atrito com atual presidente do Inter – Foto: Divulgação

A irritação do treinador com Pífero começou no início do ano, quando o dirigente afirmou que Mano Menezes não tinha o perfil de técnico que ele queria para substituir Abel Braga, que deixou o clube no final da temporada 2014.

“Se todos puxarem pela memória, no início do ano, o Inter estava para contratar um técnico. Optou pela saída do Abel e foi ao mercado procurar o técnico. Entrevistaram o presidente [Vitório Pífero] e ele disse que eu não tinha o perfil de treinador que ele queria para dirigir o Internacional. Acho que ele tem todo o direito de achar isso. Até penso que ele não deveria falar em público. Você pode ser mais elegante quando não quer alguém”, disse Mano Menezes em entrevista ao programa “Bem, Amigos”, do canal SporTV.

“A partir desse momento, eu não vou trabalhar no Inter com ele. Penso que técnico é um cargo de muita confiança do presidente do clube. Você passa por momentos difíceis na temporada e nesses momentos difíceis, a confiança é muito fundamental para você dar continuidade ao trabalho, para passar pela ansiedade do troca ou não troca [de técnico]. Quando, já desde o início, na declaração de um presidente, não existe empatia, eu não acho que o técnico tem que trabalhar”, acrescentou.

Sem clube desde dezembro, quando não teve o contrato renovado com o Corinthians, Mano Menezes também falou sobre sua saída da seleção brasileira em novembro de 2012. Ele afirmou que foi desrespeitado por José Maria Marin, ex-presidente da CBF, que hoje está preso na Suíça acusado de fraude, lavagem de dinheiro e conspiração envolvendo recebimento de propina em acordos para a transmissão de competições como a Copa América e Copa do Brasil.

“Quando houve a troca da presidência, com a saída do Ricardo Teixeira e a entrada do Marin, nós tivemos uma reunião. Eu sentei diante do presidente e falei que técnico era um cargo de confiança. Eu entendia o direito dele de escolher outro profissional para o meu lugar. Eu tinha sido escolhido pelo outro presidente. A única coisa que eu queria dele é que ele fizesse com respeito. Foi a única coisa que ele não teve. Isso me machucou, me magoou como profissional”, completou.

Folha.com

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