‘Maníaco da Cruz’ pode ir para hospital onde ficou Bandido da Luz Vermelha

O jovem Dyonathan Celestrino, de 23 anos, conhecido como ‘Maníaco da Cruz’, teve o convívio com outros presos suspenso pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), depois que teve um surto no domingo (20) e feriu com cabo de vassoura quebrado um agente penitenciário de 36 anos, além de cuspir em outros servidores e jogar a marmita que comia no almoço no chão.

O rapaz está recluso no Instituto Penal de Campo Grande, no bairro Noroeste,
O rapaz está recluso no Instituto Penal de Campo Grande, no bairro Noroeste,

Após o episodio, Dyonathan foi proibido de ir às aulas por segurança. Agora a Agepen tenta a transferência dele para uma unidade especializada em tratamentos psiquiátricos em outro estado, já que o serviço não é oferecido em Mato Grosso do Sul.

O diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa, confirmou que falou na tarde desta segunda-feira (21) com o secretário de Estado de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, para solicitar vaga para transferência do Maníaco da Cruz.

Dyonathan pode ser transferido para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Doutor Arnaldo Amado Ferreira, a Casa de Custódia de Taubaté, no interior de São Paulo. O local já abrigou João Acácio Pereira da Costa, o Bandido da Luz Vermelha; e Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque.

Ao se confirmar a vaga, a Agepen precisará solicitar a transferência à Justiça. “Vamos procurar em outros Estados, se for necessário”, comentou o diretor-presidente da Agepen.

MANÍACO
Em 2008, Dhyonatan foi apreendido depois de matar três pessoas em Rio Brilhante, a 158 quilômetros de Campo Grande. As vítimas, o pedreiro Catalino Gardena, a frentista Leticia Neves de Oliveira e a jovem Gleice Kelly da Silva, foram assassinadas depois de responder uma série de perguntas e serem consideradas impuras. Os corpos eram colocados com os braços abertos em cemitérios, o que gerou ao rapaz a alcunha de “maníaco da cruz”.

Na época, com 16 anos, o rapaz foi encaminhado para a Unidade Educacional de Internação (Unei) de Ponta Porã. Ele chegou a fugir por pouco mais de um mês, até ser recapturado pela polícia paraguaia no município de Horqueta. Sua transferência para a Capital ocorreu em seguida, tendo sido isolado em ala psiquiátrica da Santa Casa em maio de 2013.

Com laudos que apontavam sua incapacidade de convívio social, o Ministério Público de Ponta Porã solicitou a internação compulsória de Dhyonatan que, em julho de 2013, foi internado em ala psiquiátrica do Presídio de Segurança Máxima e, posteriormente, no Instituto Penal onde permanece em cela isolada.

Comentários

comentários