Mais de 500 funcionários foram demitidos pela GM em SP, diz sindicato

Até agora, mais de 500 funcionários da fábrica da GM (General Motors) de São José dos Campos (SP) foram demitidos, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que representa os trabalhadores.

Em assembleia, nesta quarta-feira (12), trabalhadores da GM decidiram manter a greve (Foto: Lucas Lacaz Ruiz)
Em assembleia, nesta quarta-feira (12), trabalhadores da GM decidiram manter a greve (Foto: Lucas Lacaz Ruiz)

O número inclui trabalhadores que foram notificados por telegrama desde sábado (8) e que informaram o sindicato sobre a demissão. A entidade afirma, porém, que esse número pode ser maior.

A GM não confirma o número de demitidos. Em nota divulgada à imprensa sobre os cortes, a montadora afirma que “esgotou todas as alternativas para evitar demissões”, mas que as “medidas não foram suficientes diante da expressiva redução da demanda no mercado brasileiro”.

Greve continua

Em assembleia na manhã desta quarta-feira (12), os funcionários decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado, na tentativa de forçar a empresa a rever as demissões. Segundo o sindicato, os cerca de 5.200 funcionários da fábrica participam do movimento e a produção está paralisada.

Os grevistas também aprovaram uma manifestação em frente à montadora nesta sexta-feira (14), às 8h.

Os metalúrgicos afirmam que, até agora, a empresa não os procurou para negociar o fim da greve.

De acordo com o sindicato, a GM condicionou qualquer negociação ao retorno ao trabalho, sem que as demissões fossem suspensas, e entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. O dissídio é uma ação ajuizada para solucionar conflitos trabalhistas.

Em nota, a GM afirma que “lamenta a decisão do sindicato de convocar greve no Complexo Industrial de São José dos Campos e reafirma sua disposição para o diálogo construtivo”.

Setor vive crise

Segundo balanço da Anfavea, entidade que representa as montadoras, o número de empregados do setor, incluindo o de máquina agrícolas, chegou a 135,7 mil em julho, queda de 0,9% na comparação com o mês anterior.

No mês, a produção de veículos no páís caiu 14,9%, comparado ao mesmo período de 2014.

Para tentar evitar demissões em setores em crise, o governo lançou o Programa de Proteção ao Emprego. As empresas podem reduzir temporariamente a jornada de trabalho e o salário dos funcionários em até 30%.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, porém, é contra o programa, e a GM afirma que não deve aderir ao programa para evitar as demissões na fábrica.

UOL

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