Mais de 50% das brasileiras desistem de engravidar por causa do zika

O Brasil foi o país mais afetado, com mais de 2.200 casos registrados de microcefalia (Foto: Ilustração/Via DFAM)

O Brasil deveria revisar com urgência suas políticas pública para a saúde reprodutiva, disseram cientistas nesta sexta-feira (23), para apoiar as mais de 50% de mães em potencial que dizem querer evitar uma gravidez por medo da zika.

Ao publicar resultados de estudos que indicam que muitas mulheres temem a zika, que pode causar defeitos de nascença graves nos bebês de mulheres infectadas na gestação, os pesquisadores disseram que o Brasil deveria fazer mais para garantir o acesso a anticoncepcionais seguros e eficazes e cogitar a revogação da proibição do aborto.

“O governo brasileiro precisa colocar a preocupação com a saúde reprodutiva no centro de sua reação (a zika), inclusive revendo sua criminalização contínua do aborto”, disseram os especialistas de saúde, liderados por Débora Diniz, da Universidade de Brasília, no periódico científico Journal of Family Planning and Reproductive Health Care.

A zika, uma doença viral transmitida por mosquitos, já se disseminou em mais de 60 países e territórios desde que o surto atual foi identificado no ano passado no Brasil, causando alarme devido à sua capacidade de causar microcefalia, uma má formação craniana, e outras doenças neurológicas.

(UOL)

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