Mais 4 pessoas estão na lista de investigados da Coffee Break

Outros quatro políticos estão na lista de investigados da operação Coffee Break em Mato Grosso do Sul. O vereador Chiquinho Telles (PSD), a deputada estadual Grazielle Machado (PR) e ex-vereadores Delei Pinheiro (PSD) e Juliana Zorzo (PSC) são suspeitos de participar de suposto esquema para cassar do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

Vereador, deputada estadual e ex-vereadores são investigados pelo MP-MS.
Vereador, deputada estadual e ex-vereadores são investigados pelo MP-MS.

Telles, Grazielle e Pinheiro afirmaram que votaram a favor da cassação de Bernal com base no que foi colocado contra o prefeito.

Ao todo, o Ministério Público do estado (MP-MS) pediu abertura de procedimento investigatório complementar da operação Coffee Break contra dez políticos. Os outros seis investigados, que tiveram os nomes divulgados na quinta-feira (2), são: a vice-governadora Rose Modesto (PSDB), o deputado federal Elizeu Dionizio (PSDB), a deputada estadual Antonieta Amorim (PMDB), que é irmã do empreiteiro João Amorim, e vereadores Carla Stephanini (PMDB), Vanderlei Cabeludo (PMDB) e Coringa (PSD).

 

O MP-MS tem indícios da participação dos dez suspeitos no suposto esquema ilegal investigado pela operação Coffee Break e busca mais evidências para formalizar uma denúncia.

Com exceção de Antonieta, todos os políticos citados eram vereadores na época da cassação de Bernal pela Câmara Municipal da capital sul-mato-grossense.

O Gaeco, ligado ao MP-MS, apurou supostas corrupção e compra de votos para cassar o mandato de Bernal, em março de 2014. O pepista conseguiu uma liminar na Justiça e foi reconduzido ao cargo no dia 25 de agosto de 2015.

VOTOS

Telles disse que votou a favor da cassação de Bernal e alegou que não tem conhecimento dessa investigação, que nunca foi chamado para depor e que não teve o celular apreendido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). “Esse voto a favor do relatório é em relação à cassação. Disse que votei com base no que foi colocado contra o Bernal e não por influência de alguém.”

Grazielle afirmou que se propôs a prestar depoimento ao Gaeco, mas não foi chamada. “Eu fiz o que o Ministério Público determinou quando me intimou a investigar o prefeito Alcides Bernal no dia 22 de janeiro de 2013, sob pena de omissão de informação.”

Pinheiro destacou que, no dia da cassação de Bernal, votou o que achou que era certo e correto. “Não quis dizer sobre investigações, só disse que o MP faz o que acha certo e correto também.”

Denúncia

Nesta semana, a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) entregou a denúncia da operação à Justiça com acusação contra 24 pessoas. Na lista estão empresários, vereadores, ex-governador André Puccinelli (PMDB), ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) e o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP). (Com Informações TV Morena)

Comentários

comentários