Maioria dos ex-candidatos e partidos não apoiam nem Rose e nem Trad

Novas regras cortaram campanha pela metade (Foto: Divulgação )
Novas regras cortaram campanha pela metade (Foto: Divulgação )

A eleição para escolher o prefeito de Campo Grande em 2016 teve uma votação pouco festejada, sem uma boa participação popular, no primeiro turno. Fato que pode se repetir ainda mais na escolha final do futuro chefe do Executivo municipal. O eleitor, do total de 550 mil votantes, 20% se absteve e votou muito em branco ou anulou o seu voto, perfazendo 180 mil ‘não votos’. O universo se confronta ante os 144 mil e 113 mil votos recebidos pelos dois candidatos primeiros colocados, que ainda decidiram quem fica com a cadeira, no segundo turno de votação. O efeito disso pode aumentar, tanto por parte dos mesmos eleitores, quanto pela decisão de ‘não participação’ e anuncio de neutralidade, isenção ou independência de sete, a maioria dos 13 outros então concorrentes, seu partido e legendas coligadas.

O segundo turno de eleição, sempre recomeça com a busca aos candidatos derrotados, seu partido e outras siglas ou entidades que o apoiaram, para de forma indireta, que eles revertam ou convençam seu eleitorado para escolher entre os dois que ficaram para seguir ao ‘podium’. Os candidatos Rose Modesto (PSDB) e Marquinhos Trad (PSD) que seguem na disputar do Paço Municipal, não conseguiram atrair muitos apoios. Ambos arregimentaram dois ex-postulantes para aliança e busca dos votos recebidos pelos mesmos. E esperam ainda a grande e principal fatia dos votos dados a Alcides Bernal, que com seus 111 mil votos, quase é que foi o segundo colocado.

A tucana recebeu a adesão de coronel David dos Santos e seu PSC, que ficaram em quarto lugar, com quase 21 mil votos, em anuncio de apoio somente ontem, como Página Brazil 4f7d6ccd-2151-466d-935d-faf2acf9c86enoticiou. O ex-postulante Lauro Davi (Pros), também caminhou rumo ao lado tucano. Já Trad obteve o apoio dos candidatos Adalton Garcia (PRTB) e Elizeu Amarilha (PSDC). O primeiro
teve 0,38% (1.607 votos), enquanto Amarilha somou 0,05% (200 votos).

Por outro lado, a maioria ou mais da metade dos outros, sete decidiram não mais participar do processo eleitoral. A opção foi tomada oficialmente pelo PT, PV, REDE, PSTU, Psol, PMB, PCO, PPS e PTN, que juntos receberam cerca de 35 mil votos aos prefeitáveis. Alguns deixaram livres os filiados, bem como ao eleitorado em geral, para apoiar ou não alguma das duas candidaturas. Mas, outros, os de partidos extremistas, se declararam totalmente contra os dois pleiteantes e até pregam o voto nulo a seus militante.

Neutros

O Marcelo Bluma (PV) e seu vice Fabio Lechuga (Rede) com seus partidos, optaram pela pvneutralidade. Durante coletiva na manhã de ontem (7), Bluma afirmou que as legendas – PV e Rede Sustentabilidade – irão liberar os filiados para escolherem e até se unirem a quem quiserem. Nas urnas, Bluma teve 2,51% (10.707 votos).

A posição de neutralidade também foi adotada pelo PT, partido de Marcos Alex, que obteve 1,99% (8.482 votos), que rechaçou ou lembrou que ambos candidatos tem problemas ao partido. Contudo, as lideranças podem optar por um dos concorrentes.

Na última terça-feira (4), Pedro Pedrossian (PMB), já havia anunciado pela ala dos neutros. “Particularmente, não vou aderir a nenhuma campanha, ficarei neutro”, disse o candidato, que teve 0,57% (2.416 votos).

Nulos

O PSTU, partido do candidato Suél Ferranti, pediu aos seus 1.320 eleitores que anulem os votos. A justifica é que nenhum dos candidatos representa suas propostas e ideais políticos.

Rosana dos Santos, qeu recebeu 2,7 mil votos pelo PSOL, anunciou que não apoiará nem Rose Modesto nem Marquinhos Trad. A sigla ainda orientou que quem votou em Rosana não vote nos dois postulantes, pois ambos “não vão representar a classe trabalhadora e os ideais de seu partido”.

O José Flávio Arce (PCO) e Rubens Figueiró (PTN). também ficam fora de falar sobre a escolha neste segundo turno.

Fator Bernal

Cobiçado pelos 111 mil votos recebidos no primeiro turno, Bernal afirma que conversa nesta sexta-feira com o candidato Marquinhos, o governador e a direção do PP.

Segundo Bernal, as exigências para aderir a alguma das candidaturas é de que a aliança seja programática e que a nova administração não inclua denunciados por corrupção.
A reportagem não conseguiu contato com os candidatos Athayde Nery (PPS).

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