Maioria da população rejeita gestão Temer, aponta pesquisa Datafolha

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Michel Temer (PMDB) e sua gestão alçada ao Poder, vinda de um chamado golpe, que por isso, já não começou bem, piorou neste período de governo e nesta semana chegou ao fundo do poço, pois mais da metade da população ‘rejeita Temer’.  A afirmação vem apontada em pesquisa do instituto Datafolha, que divulgou neste domingo (11), um levantamento mostrando que 85% dos brasileiros reprovam a administração, que completa hoje sete meses. O Instituto ouviu 2.828 pessoas, na semana passada, entre os dias 7 e 8 de dezembro, sem ainda ‘piorar’ ou contar com a divulgação no sábado, da delação premiada de diretor da Odebrescht, que citou o chefe do Executivo, 43 vezes, entre atos de corrupção em recebimento de grande quantia em dinheiro da empresa.

A rejeição dos brasileiros só aumentou com o passar dos meses, pois os números negativos só foram crescendo e ficaram ainda mais altos e se há alguém que ainda considera positivo, é bem baixo. Conforme o levantamento, 51% dos brasileiros consideram a gestão do peemedebista ruim ou péssima, ante 31% em julho. Outros 34% acham o governo regular., que completa o patamar dos 85% citados como reprovado. Mas, há ainda os que avaliaram o atual governo como bom, que eram 14% em julho, caíram para 10%.

A rejeição a gestão e pessoa de Temer, ainda vem com números acompanhados de uma descrença generalizada no futuro da economia brasileira. Para 66% a inflação vai aumentar, 59% acha que o poder de compra vai diminuir ainda mais e exatos 50% perceberam uma piora recente.

Comparação com Dilma – A pesquisa revela ainda que 40% da população avalia a gestão de Temer pior que a anterior, com  Dilma, pois para 34% é ino mínimo igual e 21% consideram

Então presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer em evento em Brasília

melhor. Um dos números que mais impressiona, é que 75% acham que Temer é o defensor dos mais ricos.

Nota 3,6 em pouco mais de meio ano

De zero a 10 a nota média atribuída ao atual governo é 3,6 , neste tempo de gestão, que com sete meses, é dividido, entre metade de interina e a outra metade de titular no cargo, pois o processo de Impeachment contra Dilma Rousseff foi aberto em 12 de maio, quando Temer assumiu ainda temporariamente. Em 31 de agosto, ele se tornou o atual chefe do Executivo Federal.

Os depoimentos ou versões saída até semana passada pela Operação Lava Jato contra Temer, diziam que valores em dinheiro haviam sido pago em dinheiro a pessoas próximas ao presidente. No fim de semana, com dados vazados, o delator aponta participação direta e decisiva já como vice-presidente e então titular presidente de seu partido, o PMDB. O vazamento e dados devem ser investigados, conforme quer o procurador da República, Rodigro Janot.

Desde sexta-feira (9), foram publicadas diversas reportagens com depoimento do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, que firmou acordo de delação premiada. Melo seria o responsável pelo relacionamento da empresa com o Congresso Nacional. De acordo com as reportagens, ele teria citado nomes de 51 políticos de 11 partidos que teriam recebido propina da empresa, entre eles o presidente Michel Temer.

As investigações até o momento não tiveram delações apontando nada contra a ex-presidente Dilma.

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