Mãe de 13, alemã de 65 anos dá à luz quadrigêmeos

Uma alemã de 65 anos deu à luz quadrigêmeos na noite desta sexta-feira (22), em um hospital de Berlim, informou neste sábado a rede de televisão RTL. Annegret Raunigk já era mãe de 13 e virou centro de um debate no país sobre a maternidade em idade avançada.

Annegret Raunigk (à esquerda, segurando a caçula Lelia e já grávida de quadrigêmeos)  (Foto: Divulgação)
Annegret Raunigk (à esquerda, segurando a caçula Lelia e já grávida de quadrigêmeos)
(Foto: Divulgação)

Raunigk, que também tem sete netos, teve os quadrigêmeos por cesárea, após uma gestação de 26 semanas.

A menina e seus três irmãos nasceram com peso entre 655 e 960 gramas e medindo entre 30 e 32,5 centímetros. Como habitual em partos prematuros, eles estão em incubadoras.

Raunigk se submeteu a tratamento de implante por inseminação artificial de óvulos e esperma de doadores anônimos na Ucrânia -a prática é proibida na Alemanha. Ela diz ter atendido a um pedido de uma de suas filhasLelia, que hoje tem 9 anos, por um novo irmão. “Ela é uma ótima criança e eu quis realizar seu desejo”, disse a professora de inglês e russo em escolas primárias, em entrevista a RTL aos cinco meses de gravidez.

Para a surpresa dos médicos, todos os quatro óvulos fecundaram corretamente. Sem inseminação artificial, as chances de ter quadrigêmeos é estimada em 1 entre 13 milhões.

A RTL disse que a mãe não dará entrevistas e, por enquanto, não serão divulgados nem o nome do hospital, nem o dos médicos que a atenderam.

Raunigk respondeu às críticas de que seria muito velha para ter mais filhos, que classificou de “clichê”. “Eu não interfiro na vida de ninguém, então ninguém deveria interferir na minha”, disse.

Ela fez sua primeira aparição na imprensa alemã há 9 anos, quando se tornou a mulher mais velha do país a dar a luz, aos 55 anos. Depois, voltou aos holofotes com seus 13 filhos, o mais velho deles com 43 anos.

Raunigk mora na capital Berlim, mas planeja se mudar para uma cidade em Rhine-Westphaliapara ficar mais perto de seus outros filhos. Ela espera que a cobertura na mídia atraia patrocínios para ajudar a cuidar das crianças.

A professora casou-se cinco vezes, mas diz que criou seus filhos na maior parte do tempo sozinha. Hoje em dia, diz, não consegue imaginar um homem que aceite ajudá-la com as crianças.

Folha.com

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