Mãe abortiva de adolescente que enterrou feto no Guanandi é presa junto com enfermeira

Lúcio Borges

(Foto: Ilustração)

O caso da adolescente de 17 anos, a cerca de dois meses, que teve a mãe como “algoz” de sua gravidez, praticando aborto, que foi sucedido pelo enterro do feto no quintal de casa, voltou a tona hoje, com a prisão da mãe junto com enfermeira. A mãe da garota, que até então era suspeita de ter obrigado a filha a abortar e que foi descoberta que a mesma enterrou o feto de cinco meses no quintal da casa onde moram, no Bairro Guanandi, região sul de Campo Grande, foi presa durante a Operação Herodes, contra aborto clandestino, deflagrada na manhã desta terça-feira (16), pela Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude).

A mãe da adolescente, na ocasião, disse que sua vida havia virado um inferno da noite para o dia depois que o caso foi denunciado à polícia. O feto foi encontrado dentro de uma caixa de papelão, com flores e um rosário dentro. Contudo, a mulher havia dito que não sabia da gravidez da filha, pois a menina não tinha barriga, afirmando que a adolescente fazia tratamento para acne com dermatologista e tomava isotretinoína, medicamento forte e contraindicado para gestantes, porque pode deformar o feto.

Hoje, segundo a delegada Aline Sinnott, titular da Deaij, além da mãe, mais duas pessoas foram presas, sendo um delas envolvida diretamente no aborto e a outra, uma enfermeira, por ter fornecido o medicamento abortivo. A adolescente também foi encaminhada à delegacia para prestar novos esclarecimentos, mas as investigações apontaram que a garota foi forçada a fazer o aborto. “Durante operação também foram apreendidos objetos que podem ter ligação com o caso”, diz a delegada.

As ordens judiciais foram emitidas pela 1ª Vara do Tribunal do Júri. Vários objetos, como celulares e computadores, foram apreendidos durante a operação. Mais detalhes sobre o caso serão divulgadas em coletiva de imprensa no período da tarde. No total, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária.

O nome da operação se refere ao personagem bíblico, o rei Herodes, que governava a Judeia na época em que Jesus nasceu, e que mandou matar todos os meninos de até dois anos e fossem de Belém e região.

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