Lutador que matou hóspede em hotel fará exame de sanidade mental

Três testemunhas de acusação e uma de defesa do lutador de jiu-jitsu, Rafael Martineli Queiroz, de 27 anos, que teria matado o engenheiro Paulo Cesar Oliveira, de 49 anos, no dia 18 de junho deste ano, em um hotel em Campo Grande foram ouvidas nesta segunda-feira (17). O ponto em comum nos depoimentos da acusação foi que o acusado não dizia “coisa com coisa”.

Rafael Martinelli Queiroz, 27 anos, matou hóspede de hotel na Capital durante ataque de fúria em abril (Foto: Reprodução / Facebook)
Rafael Martinelli Queiroz, 27 anos, matou hóspede de hotel na Capital durante ataque de fúria em abril (Foto: Reprodução / Facebook)

As testemunhas de acusação foram a proprietária e uma funcionária do hotel onde tudo aconteceu, além do policial militar que fez a primeira abordagem ao acusado. Já a testemunha de defesa, o presidente da Federação de Jiu Jistu Desportiva de Mato Grosso do Sul, Fábio Rocha, 38 anos, que organizou o evento em que Rafael iria participar, contou como foram os fatos naquele dia.

Segundo a a dona do hotel, o lutador teria arrombado quatro portas até entrar no quarto da vítima. O policial disse que Queiroz parecia transtornado, apesar de obedecer aos comandos.

A advogada de defesa do lutador, Fábia Favarro, afirmou que a Justiça concedeu um exame de sanidade mental. Um perito já estaria acompanhando Queiroz. Ela pediu ao magistrado pela segunda vez a liberdade provisória do acusado, que foi negada novamente. “Negaram devido à violência demostrada no crime. Então entramos com um pedido no STJ (Superior Tribunal de Justiça), porque o Rafael não tem antecedentes criminais, possui nível superior e residência fixa”, apontou a advogada.

Segundo ela, exames apontaram que Rafael não estava sob efeito de álcool ou drogas no dia do crime, mas tomava medicamentos controlados. Por isso, a defesa pediu o exame que irá testar sua sanidade mental

O lutador acompanhou o depoimento nesta tarde escoltado por três policiais militares.

A audiência para colher o depoimento do lutador ainda não foi marcada, porém, antes dela pelo menos mais três audiências devem ser realizadas em São Paulo, onde seis pessoas irão depor, sendo duas de acusação, Matheus e Carla (ex-namorada de Rafael), respectivamente e quatro de defesa. Os depoimentos serão prestados à Justiça por meio de carta precatória.

O CASO

O lutador, que é de Valparaíso (SP), estava na cidade para participar de um campeonato de jiu-jítsu na categoria faixa preta acima de 90 quilos. Ele pesa cerca de 140 kg e tem quase 2 metros de altura, conforme a polícia. Na ocasião, não chegou a competir.

Ainda segundo a polícia, o hóspede foi morto “de graça”, já que o engenheiro Paulo César Oliveira, de 49 anos, era somente vizinho de quarto, não conhecia o casal e estava na capital de Mato Grosso do Sul a trabalho. A defesa diz que o comportamento agressivo do lutador surpreendeu a família e amigos dele.

Carla, que está grávida, disse que Rafael já apresentava comportamento alterado horas antes do crime. Ela ainda afirmou que o lutador estava alucinado, agitado e estranho. Ainda conforme a defesa, Carla também disse que no dia do crime o lutador conversava sozinho, estava descompensado e instável emocionalmente.

O Ministério Público Estadual (MPE-MS) ofereceu denúncia no dia 11 de maio contra o lutador suspeito de matar a pancadas um hóspede em um hotel. Queiroz é acusado de homicídio e resistência qualificados, além da lesão corporal.

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