Lutador que matou hóspede de hotel é transferido após ‘surto’

O lutador de jiu-jítsu Rafael Martineli Queiroz, de 27 anos, suspeito de matar o engenheiro eletricista Paulo César Oliveira, de 49 anos, em um hotel em Campo Grande em abril deste ano, e que estava preso no Centro de Triagem Alisio Lima teve que ser transferido para o Instituto Penal, após ter um “surto” durante o período de visitas.

Foto Divulgação
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Segundo o advogado do lutador, Darguim Julião Vilalba, os agentes penitenciários estavam observando uma alteração no comportamento de Queiroz desde sexta-feira passada(28), mas neste domingo (30), ele teve um surto após a visita de seu irmão.

Vilalba diz que o lutador apresentava comportamento inadequado, falava alto, apresentava alteração de humor e estava se auto lesionando. “Ele não reconheceu o irmão e nem a mim”, relatou.

Em razão da situação, o advogado diz que os agentes penitenciários algemaram o lutador e o deixaram isolado, sendo encaminhado por volta das 15h30 (de MS) para o Instituto Penal de Campo Grande, que também fica na área do complexo penitenciário.

Vilalba ressaltou que o lutador não chegou a agredir ninguém durante o “surto” já foi imobilizado logo que começou a demonstrar forte alteração no comportamento. “Estamos [defesa] esperando agora saber para onde ele será transferido. O diretor me disse que por enquanto ele ficará no Instituto Penal pois tem mais estrutura”, comunicou.

O caso

Rafael Martinelli estava hospedado no hotel, Vale Verde junto com a namorada, de 24 anos. Durante a noite, ele agrediu a jovem, pois ela estava grávida de 2 meses e eles haviam retomado o relacionamento há 3 meses. Ele desconfiava que ele estivesse grávida de outro homem.

O crime aconteceu em abril, após ele perder a luta. Amigos relataram na época, que ele já estava alterado durante a viagem. Após a prisão, foi necessário acionar o BPChoque (Batalhão de Choque da Polícia Militar) para conter o lutador. Rafael Martinelli Queiroz responde pelos crimes de homicídio doloso e dano qualificado, por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vitima, homicídio qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima, homicídio qualificado por motivo fútil, lesão corporal dolosa (violência domestica) e resistência.

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