Líder reconhece que PSDB não teria voto e evitaram criar problemas em eleição da AL-MS

Os oito deputados do PSDB na AL-MS (Assembleia Legislativa de MS), e a própria sigla, recuaram da disputa pela presidência da Casa, que haviam ensaiado e até lançaram candidato próprio. Os tucanos alegaram ‘o costume’ da maior bancada partidária indicar o presidente do Parlamento, sendo que hoje, estão com a maior bancada no Parlamento. A sigla, que é a mesma do governador Reinaldo Azambuja, tentou se impor na eleição, até com ajuda do chefe do Executivo, que em geral acontece. Contudo, a bancada e o governador viram não ter os votos suficientes e seria quase certo em perder o pleito e ainda provocar um racha na base de apoio do governo.

O líder do governo, Rinaldo Modesto (PSDB), ao final do processo, reconheceu o bom trabalho e articulação do atual presidente Junior Mochi (PMDB), que ampliou a desvantagem do partido. E avaliando a parte ‘democrática’ de fazer política, bem como ser necessário manter o apoio no Parlamento para enfrentar os problemas que o País e Estado estão passando e podem se agravar nos próximos meses.

“Nós vimos que o consenso era o melhor caminho, vimos que não tínhamos mesmo os votos necessários, porque tivemos nomes lançados, mas não se viabilizaram, até porque o presidente Mochi fez um bom trabalho e reuniu total condição para pleitear e continuar no cargo. Tivemos debate para acima de tudo manter a Assembleia em harmonia interna e entre os Poderes, porque problemas já temos demais, temos que resolve-los e não criar novos entraves”, avaliou Rinaldo.

O deputado ainda mencionou que a turbulência que ocorreu hoje, faz parte do processo, que qualquer partido, ainda mais o de oposição, como o PT pode e deve fazer, ao se sentir ‘mal’, com o que foi apontado, mais que acabamos por resolver da melhor maneira a todos. “O partido já havia aberto mão de disputar a presidência. Agora, o resto dos cargos, discutimos e o partido fechou os nomes e não podíamos deixá-los e mesmo não poderíamos agora também dividir a sigla, que fechou questão em tudo. Bem como até com outros colegas, que participaram das decisões”, explicou Rinaldo.

Governo interferiu ao contrário

Hoje, o governador Reinaldo Azambuja, ainda se reuniu com os oitos deputados tucanos e quatro peemedebistas, que apresentaram a formação da mesa diretora, escolhida em consenso – ou seja, confirmou que não teria outra chapa para disputar, como passou a ‘trabalhar’. A realidade foi ao contrario de articular para ter um candidato partidário e ou mesmo em ir ao confronto eleitoral.

O governador dizia e apontou por várias vezes, que não faria interferência no Legislativo, como em geral é feito, no comando de parlamentares nos Legislativos do Brasil. E vendo, a articulação positiva de Mochi, para ser reconduzido ao posto, Azambuja até então trabalhou para que não houvesse disputa entre os deputados, evitando um “racha” na sua base aliada.

Assim, apesar dos tucanos terem a maior bancada da Casa de Leis, com oito parlamentares, houve o acordo para que os principais cargos, continuassem com Junior Mochi (PMDB) e Zé Teixeira (DEM).

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