líder da “Central de Inteligência” debochava de juízes pelo Facebook

Policiais da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) identificaram postagens em que um dos líderes do plano de execução a 12 servidores da segurança pública debochava do poder judiciário e enaltecia o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo a delegada Ana Cláudia Medina,, os investigadores acharam várias mensagens trocadas pelos internos identificados como coordenadores da “Central de Inteligência do PCC” com prints de postagens em que Augusto Maciel Ribeiro, o Abraão, debochava de juízes e exaltava Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção.

A polícia também incluiu no inquérito áudios de criminosos que afrontam o poder judiciário e incitam o crime.

Em um dos trechos que a polícia teve acesso, Abraão afirma que precisa dos nomes dos “opressores da irmandade” e dos diretores dos presídios de Dois Irmão do Buriti, da Penitenciário de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho e da PED (Penitenciário Estadual de Dourados). Nas gravações, ele passa todas as orientações para Willyan Luiz de Figueiredo, o Daniel, interno da Máxima de Campo Grande.

IMPETUS

A operação Impetus, que significa contra-ataque, foi deflagrada há dois dias. A investigação teve início há quatro meses e apontou que eles levantaram informações sobre os servidores, amigos e familiares e contrataram até detetive particular.

As ordens do plano eram dados por presidiários considerados chefes do PCC, sendo que três deles do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima e dois do Presídio Estadual de Dourados foram encaminhados à delegacia para depoimento e indiciados por ameaça e integrar organização criminosa.

De acordo com a Deco, 20 criminosos apontados como chefe montaram uma “Central de Inteligência” e de lá davam ordens para que internos dos regimes semiaberto, aberto, fechado ligados à facção e ainda integrantes que estavam em liberdade, levantassem informações sobre a rotina dos alvos.

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