‘Levante Brasil’ é conclamado em protesto contra propostas de Temer na Capital

Presidente ACP puxa ato na Praça Rádio (Fotos: Lúcio Borges)
Presidente ACP puxa ato na Praça Rádio (Fotos: Lúcio Borges)

A sexta-feira (10) está sendo marcada e dedicada, também em Campo Grande, pelo movimento nacional de paralisação e protesto contra os projetos de reforma do presidente da República, Michel Temer (PMDB). O movimento local está sendo puxado pelos profissionais da Educação com outros sindicatos/central de trabalhadores, entidades de classe profissional e partidos políticos da chamada esquerda. Hoje, em ‘ação na rua’, do inicio por volta das 9 horas até fim da manhã reuniram entre 500 a 1000 pessoas na Praça do Rádio, no centro da Capital. No entanto, o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores em MS), Genivaldo Duarte, disse que, ao todo, são 8 mil paralisados na Capital e 30 mil em Mato Grosso do Sul, de pelo menos cinco categorias.

O manifesto é contra os projetos do atual governo federal, que tratam do teto dos gastos públicos, as reformas da Previdência e do Ensino Médio,bem como a própria renegociação das dívidas dos Estados com a União, que afetam ou estará forçando os Estados a fazerem mais reformas em nível regional. As proposições já passaram na Câmara dos Deputados e tramitam no Senado, com vista de serem totalmente aprovadas.

A ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais em Educação) e Adufms (Associação dos Docentes da UFMS – Universidade Federal de MS) são duas das entidades que puxam o movimento hoje. Todos se dizem contrários aos projetos e pedem que os senadores os rejeitem, pois afetam a todos no país. “As medidas propostas pelo governo federal vão trazer prejuízos para toda a população, principalmente quem é menos favorecido. Hoje, é um dia de paralisação, começo mobilização, para não pararmos, retroceder por 20 anos. Além de todo o erro dos Projetos, a sociedade, as pessoas não foram ouvidas. Não somos contra reformas, mas precisa ser discutido”, pontuou o presidente da ACP, Lucílio Nobre.

greve2A presidente da Adufms, Mariuza Guimarães, fala em vídeo ao Página Brazil, que a ‘greve’ não é para bagunçar nada no País, como o governo está repassando e para isso ou mesmo, o dia hoje, é realmente para esclarecer tudo que vem sendo feito. “Estamos todo dia, mas temos que ampliar e hoje movimento de esclarecimento, mostrar a população e ou para sensibilizar a todos para o atual situação. Mostrar ou revelar que o prejuízo não é ao servidor público, que não estamos a lutar por isso. Mas, o prejuízo é ao serviço publico, que reflete ou atinge a cada um direta ou indiretamente, disse a dirigente, que completa “não é simplesmente congelar hoje ou até os 20 anos previsto. Mas é diminuir o investimento a cada dia, a cada ano em detrimento a uma divida pública, que não sabemos se quer existe. Até porque não querem fazer uma auditoria que nós pleiteamos”, explicou.

Levante Brasil

O presidente regional do PT, Antonio Carlos Biffi, também fala em vídeo a reportagem, que hoje pode se dizer que se inicia um Levante pelo País. “É um dia de paralisação, aprar mostrar um levante nacional. Levantarmos todos, entidades e seus componentes, a população em geral, e retomarmos a luta, que amenizamos nos últimos anos ou até deixamos de fazer. Chacolhar o Brasil, acordar, se não ir para luta, para rua, com certeza vão retirar muitos ou se não todos os direitos dos brasileiros, conquistados a muito custo ou mesmo que ainda estavam sendo conquistados ou aperfeiçoado e em alguns casos ampliados, como deveria continuar e não retirar e retroceder, como querem fazer”, disse Biffi., que já foi deputado federal de MS.

Movimento

A ação faz parte da “Greve Geral Nacional” organizada em todo o país pelas Centrais Sindicais contra a antiga PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241, atual PEC 55 que está tramitando no Senado, que limita os gastos públicos do País durante 20 anos. A reforma do Ensino Médio, a flexibilização do contrato de trabalho, a prevalência do negociado sobre o legislado, e em defesa da lei do piso.

greve3Os movimentos presentes e que na maioria tiveram representantes discursando foram a ACP, ADUFMS, CUT, Fetems (Federação dos Trabalhadores da Educação em MS), estudantes da UEMS e secundaristas. Como também outros sindicatos de Educação de Dourados e Sidrolândia, e outros profissionais como do Sindicato dos Psicólogos de MS e dos Correios (Sintect). No local, também esteve o deputado estadual Pedro Kemp (PT), que subiu ao palco para discursar

De acordo com o dirigente da CUT, estão parados trabalhadores do funcionalismo público municipal, estadual e federal, do setor da alimentação, construção civil, profissionais da educação em MS, em diversas cidades do Estado. “A paralisação ocorre nas 14 principais cidades de MS”, disse

Os organizadores ainda esperavam 4 mil pessoas do interior do Estado para ações que serão durante todo o dia.

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