Lama Asfáltica: 3ª fase envolve venda de avião e sonegação de R$ 20 milhões

A Polícia Federal em parceria com a Controladoria Geral da União e a Receita Federal de Mato Grosso do Sul, deflagraram na manhã desta quinta-feira (07), a 3ª fase da Operação Lama Asfáltica. Batizada como ‘Aviões de Lama’, a fase resultou em um novo mandado de prisão preventiva de Edson Giroto, Flávio Henrique Garcia Scrocchio e João Amorim.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã na Superintendência da Polícia Federal, o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, Cleo Mazzoti; a delegada-adjunta da Receita Federal, Adalgisa Fugita, e o chefe de Fiscalização da Receita, Marcos Mas, divulgaram um balanço da operação.

Segundo informações do delegado Cleo Mazzotti, a nova fase da operação está sendo realizada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e tem como objetivo desmantelar um grupo criminoso que é investigado por desviar recursos públicos de contratos e obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas que resultou em crimes de lavagem de dinheiro. “Foram expedidos mandados de prisão preventiva para Edson Giroto, Flávio Henrique Garcia e João Amorim. Dos três, Amorim é o único que ainda não foi preso porque não foi localizado”, informou. Ainda segundo Mazzotti, a Polícia Federal já entrou em contato com a defesa do empresário e ele deve se entregar ainda hoje.

Foto: Kerolyn Araújo
Foto: Kerolyn Araújo

A 3ª fase da Lama Asfáltica surgiu após a polícia analisar documentos apreendidos na 2ª fase. Por meio deles, foi constatado que o trio vendeu um os aviões que era investigado na operação por R$ 2 milhões. Uma parte do pagamento da aeronave foi feita com um outro avião avaliado em R$ 350 mil e quatro cheques totalizando o valor de R$ 500 mil. “Dessa maneira, eles pulverizavam o dinheiro, dificultando o rastreamento desse valor”, explicou Mazzotti.

Além dos mandados de prisão preventiva, a Operação expediu dois de busca e apreensão, sendo eles dos dois aviões envolvidos na nova fase. A aeronave que foi dada como forma de pagamento foi apreendida nesta manhã no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Já a que foi vendida por R$ 2 milhões ainda não foi localizada. “Recebemos a informação de que ela estaria em um aeroporto em Cuiabá, mas não está mais lá. Até o fim do dia faremos a apreensão desse avião”, ressaltou o delegado, informando que a aeronave está no Mato Grosso.

Sonegação

De acordo com a delegada-adjunta da Receita Federal, Adalgisa Fugita, o trio sonegou aproximadamente R$ 20 milhões em impostos e deverão devolver essa quantia aos cofres públicos.

Organização criminosa

Essa organização criminosa é especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, e atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções, prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. Os contratos investigados envolvem mais de R$ 2 bilhões.

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