Kiss confirma show da turnê de despedida no Brasil

O baixista Gene Simmons é um dos remanescentes da formação original da banda criada em 1973 (Foto: Heitor Feitosa/VEJA/VEJA)

O Brasil estou na rota da turnê de despedida do Kiss. O quarteto de mascarados deverá se apresentar no país em maio de 2020, em cidades e locais a serem ainda definidos.

O anúncio foi feito ontem à noite, no telão montado no Allianz Park, em São Paulo – e que transmitia as imagens do Rockfest, evento que reuniu veteranos de alto calibre como Scorpions  Whitesnake. “Vocês querem o melhor, terão o melhor”, anunciou a locução, usando um conhecido bordão do Kiss. O público ficou em estado de êxtase.

É a sétima vez que o quarteto visita ao Brasil. A primeira foi em 1983, durante a turnê do álbum Creatures of the Night. O grupo tinha trocado dois de seus integrantes originals (a saber, o baterista Peter Criss e o guitarrista Ace Frehley) por Eric Carr e Vinnie Vincent. Onze anos depois, eles retornaram ao país, já sem as máscaras, para se apresentar no festival Monsters of Rock. Atualmente, além do guitarrista e vocalista Paul Stanley e do baixista e vocalista Gene Simmons – fundadores e líderes do grupo – o Kiss conta com o baterista Eric Singer e o guitarrista Tommy Thayer. A última vez em que estiveram no país, em 2015, passaram por 5 cidades: São Paulo, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Florianópolis.

O Kiss surgiu em Nova York, em 1973, e se destacou por fazer um hard rock peçonhento com maquiagens e efeitos circenses – a bateria levitava, Simmons engolia fogo e cuspia sangue etc. Sua influência pode ser percebida em grupos de rock pesado, como Anthrax, até artistas da música country. O cantor Garth Brooks, por exemplo, usa muito dos truques do Kiss. Chega a voar sobre a plateia, como Stanley fazia nos tempos áureos dos mascarados. The End of the Road marca a aposentadoria de Simmons, 70 anos, e Stanley, 67 anos. A dupla tem demonstrado o peso da idade. Principalmente Stanley, cuja voz falha em alguns shows. Aliás, uma das queixas feitas em relação à essa turnê é que o guitarrista faria uso do playback em algumas canções. Algo que nunca fez parte da mágica do Kiss.

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