Justiça mantém prisão dos três PMs suspeitos de agressão

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva dos três soldados da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), presos na noite de terça-feira (19) por um suposto exagero na abordagem a um adolescente de 15 anos.

Policiais protestaram durante a audiência na manhã de hoje  Foto Silvio Ferreira
Policiais protestaram durante a audiência na manhã de hoje Foto Silvio Ferreira

A sentença, proferida pelo juiz Davi de Oliveira, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Homogêneos, converteu em preventivas as prisões provisórias dos policiais militares Larissa Melgarejo Zapatta, Ivanderson Zanardi Aguirre e Ivan Luiz da Silva, detidos em flagrante pela Corregedoria da corporação após denúncia de agressão a um adolescente de 15 anos, na tarde da última terça-feira terça-feira (19).

A decisão revoltou os centenas de agentes de segurança que protestaram em frente ao Fórum da Capital, desde o começo da manhã.

De acordo com a Associação dos Cabos e Soldados, a Justiça não seguiu o parecer o Ministério Público Estadual (MPE), que se manifestou pela soltura dos policiais.

Advogado dos policiais, Deiwes Bosson Nantes afirma que irá recorrer ao Tribunal de Justiça para que os militares sejam soltos.

Agora, a decisão vai para a auditória da Polícia Militar. O advogado Deiwes Bosson Nantes, que integra a assessoria jurídica da ACS, adiantou que vai impetrar habeas corpus no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para tentar a liberdade aos policiais. Hoje de manhã, centenas de policiais Militares e Civis protestaram em frente ao Fórum, contra a prisão dos três PMs.

CASO

Três policiais miliares, da Força Tática do 1º Batalhão, foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar, após perseguição a dois homens em uma motocicleta, na tarde da última terça-feira, no Jardim Imá, em Campo Grande. Eles foram autuados em flagrante por lesão corporal dolosa e encaminhados para o Presídio Militar.

Segundo o tenente-coronel José Gome Braga, corregedor adjunto da PM, os policiais prestaram depoimento e negaram a denúncia de agressão. O adolescente tem vários registros de atos infracionais. O advogado Laudo diz que a prisão é arbitraria e não há provas contundentes contra os militares.

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