Justiça das Ilhas Cayman congela US$ 63 milhões de Eike Batista

Uma juíza das Ilhas Cayman congelou US$ 63 milhões em bens do empresário Eike Batista, a pedido de dois grupos de investimentos dos Estados Unidos que apostaram no projeto falido de exploração de petróleo do ex-bilionário brasileiro.

A juíza Ingrid Mangatal, do Tribunal Superior das Ilhas Cayman, decidiu em outubro que Meridian Trust e American Associated Group apresentaram evidências suficientes para embasar a ordem de congelamento dos bens. A decisão dela foi revelada na terça-feira (24).

Em outro processo judicial, movido na Flórida (EUA), os grupos de investimento acusaram Eike de dilapidar suas empresas nos meses que antecederam os pedidos de recuperação judicial, em outubro de 2013, sabendo que o colapso era iminente.

Há indícios de que ele transferiu US$ 572 milhões do Brasil para Bahamas e depois tentou transferir US$ 100 milhões da conta dele nas Bahamas para a Flórida, afirmou a juíza das Ilhas Cayman em decisão separada em novembro, explicando seus motivos para determinar o congelamento.

“A dissipação dos ativos foi frustrada pela intervenção de banqueiros”, escreveu Mangatal. Eike, que ganhou e perdeu mais de US$ 30 bilhões durante o período áureo das commodities no país, agora está envolvido no maior escândalo de corrupção da história brasileira.

O empresário é investigado na operação Lava Jato e o presidente de uma de suas empresas foi preso temporariamente, acusado de pagar propina para obter contratos da Petrobras quatro anos atrás. (Com UOL)

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