Justiça concede habeas corpus a Marconi Perillo, preso suspeito de receber R$ 12 milhões em propina da Odebrecht

G1/JP

A Justiça Federal concedeu, no início da tarde desta quinta-feira (11), uma decisão liminar que concede o habeas corpus ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB), preso enquanto prestava depoimento no âmbito da Operação Cash Delivery, que apura o recebimento de R$ 12 milhões em propina da Odebrecht.

“Como adiantamos desde o primeiro momento a prisão era ilegal, arbitrária e infundada e de certa maneira afrontava outras decisões de liberdade que ja foram concedidas nesta mesma operação. A defesa não tem nenhuma preocupação com os fatos investigados e temos absoluta convicção na inocência plena do Marconi”.

“O que pedimos, desde o início, é o respeito às garantias constitucionais . Ninguém esta acima da lei e apoiamos toda e qualquer investigação, mas sem prejulgamentos e sem o uso desnecessário de medidas abusivas”, afirmou em nota o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay.

A decisão é do desembargador Olindo Menezes, da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Marconi está preso desde a tarde de quarta-feira, na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Goiânia. O advogado de defesa de Perillo informou ao G1 que Perillo dormiu em uma “sala”, e não em “cela”.

“Evidentemente, o juiz que tivesse dado a prisão preventiva, do meu ponto de vista ilegal, desfundamentada e injusta, ele não ia soltar o Marconi na audiência de custódia, então nós fizemos isso para preservar a imagem dele. Evidentemente ele concordou com isto, a delegada concordou, nós fizemos um pedido, o juiz deferiu”.

“Ele hoje está em uma sala que prepararam para ele, e não uma cela. Uma sala que dá um pingo de dignidade, tendo em vista que ele foi governador do estado por quatro vezes”, disse o advogado ao G1.

A assessoria de imprensa da Polícia Federal confirmou, em nota, que Perillo passou a noite em uma sala, pois há outros presos recolhidos na carceragem da unidade, como suspeitos de explosões de banco e, em “razão da indisponibilidade momentânea de cela, ele está separado dos demais e nas condições previstas na legislação”.

No local, a assessoria complementou que nenhum dos demais detidos informou ter concluído curso superior. Assim, por ter curso superior e não haver uma cela vazia, o ex-governador passou a noite em uma sala do prédio.

O G1 entrou em contato às 5h30 desta quinta-feira (11), por e-mail e telefone, com a assessoria de imprensa da Justiça Federal para obter informações sobre o cancelamento da audiência de custódia informado pela defesa e aguarda um posicionamento das instituições.

O advogado do tucano disse que “não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex-governador Marconi Perillo”

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