Justiça bloqueia mais de R$ 7 milhões de envolvidos em operação no Detran-MS

O juiz David de Oliveira Filho, determinou o bloqueio de bens do ex-diretor-presidente do Detran-MS, Gerson Claro. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), ele teria contratado uma empresa terceirizada por R$ 7,4 milhões, para realizar, durante seis meses, um serviço que já era feito por servidores do Departamento Estadual de Trânsito.

Gaeco faz busca e apreensões na sede do Detran em Campo Grande (Foto: Graziela Resende)

Ainda foi determinado pelo juiz, a penhora dos bens do ex-deputado estadual Ary Rigo. Ele seria o dono da empresa contratada. A defesa dos citados, negou que os clientes tenham envolvimento e informou que vai recorrer.

Ary Rigo e Gerson Claro foram presos com outras pessoas, durante a Operaração Antivírus, coordenada pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As detenções ocorreram por suspeitas de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, peculato e organização criminosa em contratos do Detran-MS.

Entenda o caso
A Operação Antivírus prendeu em agosto de 2017, seis diretores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), além de servidor estadual, sócio e ex-sócios de empresas de informática e o ex-deputado estadual Ary Rigo. Também foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão na ação do Gaeco.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos gabinetes dos diretores do Detran presos, residência e escritório dos demais presos, residência e gabinete de servidor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), em três de informática, duas residências de sócios dessas empresas.

Além dos mandados cumpridos, foram apreendidos cerca de R$ 95 mil em posse de um dos investigados, milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes e celulares de todos os alvos.

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