Juiz revoga prisão de Jamil Name por porte de arma, mas ele segue preso em Mossoró

O empresário e pecuarista Jamil Name conseguiu reverter na Justiça uma de suas prisões, a de porte ilegal de arma de fogo. Durante cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua casa, no dia 27 de setembro deste ano, policiais encontraram uma pistola Glock municiada em cima de uma cômoda, em seu quarto.

Empresário estava há mais de um mês preso em Campo Grande por comandar milícia de extermínio

O juiz Olivar Augusto Roberti Coneglian, da 2ª Vara Criminal de Competência Residual de Campo Grande, decidiu revogar a prisão em flagrante de Name, apontado pela Operação Omertà como líder de milícia armada, por posse e porte ilegal de arma de fogo.

“Concedo o benefício da liberdade provisória ao requerente Jamil Name da alegada prática do crime de posse de carregador de pistola e porte (ceder) de espingarda calibre 12 municiada”, diz a decisão do magistrado publicada nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da Justiça.

Essa foi a primeira vez que Name conseguiu reverter uma decisão a seu favor após a Operação Omertà, quando ele e o filho, Jamil Name Filho, foram presos por envolvimento em crimes de homicídio na Capital. As investigações começaram em maio deste ano, após a apreensão de um arsenal em poder do guarda municipal Marcelo Rios (detido no Presídio Federal de Campo Grande). No dia 27 de setembro, o Gaeco prendeu, além dos Name, outros quatro guardas municipais e cinco policiais (sendo um federal), apontando também o envolvimento de um advogado.

Os assassinatos de, pelo menos, três pessoas estariam relacionados ao grupo de extermínio sob investigação: do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante Matheus Xavier, em abril deste ano.

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