Juiz determina que empresas tirem imagens do corpo do cantor

Em decisão liminar, o juiz William Fabian, da 3ª Vara de Família e Sucessões de Goiânia, determinou na noite desta quinta-feira (25) que Google e Facebook retirem do ar todas as imagens do sertanejo Cristiano Araújo feitas após sua morte, na quarta (24).

Imagens do cantor sendo preparado para velório circulam pela internet - Foto: Reprodução
Imagens do cantor sendo preparado para velório circulam pela internet – Foto: Reprodução

Um vídeo da preparação do corpo do cantor para o funeral, gravado na clínica Oeste, especializada em tanatopraxia (técnica de conservação de cadáveres), circulou na internet nesta quinta (25). Fotos também vazaram na web.

Na liminar, o juiz pede a remoção de “todos os arquivos com conteúdo relacionado à imagem do cantor após o seu óbito, nos procedimentos de autópsia e preparação de corpo, bem como imagens e vídeos feitos no local do acidente expondo a imagem dos corpos”.

Caso descumpram a ordem, as empresas podem ser condenadas a multa diária de R$ 10 mil. Cabe recurso à decisão.

A ação que pede a remoção das imagens da web foi movida pelo escritório do sertanejo, o CA Produções Artísticas.

“A publicação das imagens de necrópsia e da preparação de cadáver, ocorrida concomitantemente ao velório e sepultamento do cantor (…), além de revelar inquietante morbidez, apresenta-se extremamente desrespeitosa ao sentimento de luto das famílias dos vitimados no trágico acidente que ceifou-lhes as vidas, ferindo frontalmente o direito constitucional da intimidade”, diz o juiz na decisão.

Procurado, o Google informou que “ainda não foi formalmente intimado, razão pela qual não pode se pronunciar”. O Facebook não respondeu a solicitação até o fechamento da reportagem.

FUNCIONÁRIOS SERÃO INDICIADOS

Os dois funcionários que aparecem no vídeo da preparação do corpo de Cristiano serão indiciados, informou nesta sexta (26) a Polícia Civil de Goiás.

Os suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados, foram ouvidos pelo delegado Eli José de Oliveira, do 4º Distrito Policial. Um deles admitiu ter participado da gravação, mas alegou que quem divulgou o vídeo foi um amigo seu, para quem mostrou as imagens. Essa terceira pessoa será ouvida ainda nesta sexta (26).

Os envolvidos vão responder por vilipêndio a cadáver, crime que consiste em em “profanar, desrespeitar ou ultrajar” um corpo. Se condenados, os funcionários podem pegar pena de até três anos, que pode ser convertida em punição alternativa.

A clínica Oeste demitiu os empregados e afirmou, em nota, que “repudia com veemência o ato dos dois funcionários que, de maneira mórbida, gravaram e divulgaram tais imagens”.

Folha.com

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