Jovem é roubado e espancado por “grupo de exterminio Gay” em MS, denuncia Associação

Três-lagoense ficou irreconhecível após ser espancado. (Fotos: Reprodução/ Facebook).

A barbárie contra pessoas homossexual, ao invés de diminuir, devido a lutas, campanhas e posições favoráveis pelo Pais, tem aumentado ou aparecido mais a cada dia, por todo o Brasil, como o caso que o Página Brazil reproduziu ontem com o assassinato de um filho pela própria mãe no interior de São Paulo. Mas, nesta mesma quinta-feira (12), também foi registrado um caso ou mais um, “em nossa casa”, no município de Três Lagoas, a 350 km de Campo Grande. A ocorrência foi no centro da terceira maior cidade de Mato Grosso do Sul, onde envolveu o espancamento e roubo a um jovem cabeleireiro, 27 anos. O rapaz teve sua moto levada, mas o crime foi agravado por ele ter sido violentado, não exatamente pela ação de roubo, mais por Homofobia. Ele teve o rosto gravemente ferido e até desfigurado, no caso que ainda é apontando, como ação de um “grupo de extermínio” GLBT na cidade.

A ação foi denunciada ou veio a publico ontem, apesar dele ter sido agredido e roubado na terça-feira (10), dentro do banheiro público da Praça Senador Ramez Tebet, no centro do município. A vitima em si, ao que parece ainda não fez a denuncia oficial na Polícia, o que coube ou foi feito pela presidente da Associação Três-lagoense de GLBT (Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais), Paula Ribeiro, nesta quinta-feira. As fotos do rosto do rapaz, foram divulgadas na rede social, pela representante e revoltaram internautas. Ela postou detalhes do crime, ao qual pontua claramente, que foi um ataque homofóbico.

Paula fala indignada descrevendo os crimes. “Ele estava na praça, no centro da cidade, em um momento de lazer como qualquer outra pessoa e resolveu ir ao banheiro compartilhado e lá foi cruelmente espancado dentro do banheiro e depois de agredido, é que teve a motocicleta roubada lá fora. A homofobia vem porque o rapaz é gay, e de certa forma mencionado e em uma comparação, houve ou há roubos a um casal heterossexual e eles não batem, roubaram a moto e pronto. Dá para ver que ele [vítima] é gay, e bateram por isso. Eles vão bater porque é gay, você vai apanhar porque é gay”, disse.

A presidente da Associação ainda faz uma grave denúncia, que este caso, vai muito além do roubo, mas envolve um problema recorrente na região, que é o ataque por parte de um grupo à comunidade LGBT. “É um grupo de marginais que vetam, vetam a presença dos LBGTs na região. E nesta terça-feira, o preconceito diário vivido pelos gays da cidade fez mais uma vítima. Eu não posso aceitar isso, é muito indignação”, declarou Paula, que afirmou, ainda, que já entrou em contado com a Secretária de Segurança da cidade, que prometeu uma providência rápida.

A Polícia Civil também já investiga o caso e deve ter acesso às imagens de câmeras de segurança da região para identificar os autores.

Reconhecimento e protesto

A vítima, no facebook, fez uma postagem agradecendo o apoio que recebeu. “Ainda estou muito deformado …mais em casa, vivo e melhorando… obrigada por todos as visitas”, escreveu o cabeleireiro.

Vários amigos também se manifestaram em mensagens de apoio e revolta pelo crime. A indignação é ainda mais clara nos comentários da foto divulgada pela Associação.

Amigos e internautas que se comoveram com a situação estão organizando um movimento, em prol da causa, e podem sair no final de semana para mobilização na Praça Ramez Tebet e na Lagoa Maior.

“Esta tentativa de homicídio é mais uma no Brasil podre e que segue em grande poder de ÓDIO. Cadê as autoridades?????’’, diz Paula.

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