José Dirceu reforça inocência e se diz injustiçado: ‘Supremo me condenou sem provas’

Michael Franco

Zé Dirceu nos estúdios da Capital 95 FM (Foto: Michael Franco)

O ex-ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu participou do programa Capital Meio Dia desta sexta-feira (14). Ele visita Campo Grande para o lançamento de seu livro “Zé Dirceu – Memórias Volume 1” e, durante a entrevista, falou da obra e de assuntos variados acerca da política brasileira. Um dos fatos polêmicos mais recentes na vida do ex-parlamentar foi o habeas corpus concedido a ele em junho. Para ele todo o processo de prisão em que foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa, foi injusto.

“Cumpri a pena da condenação injusta do chamado mensalão”. Ressaltando sua inocência, José Dirceu se diz tranquilo ao ser tachado de bandido por parte da população. “Eu não tenho bens, eu não roubei. O Supremo me condenou sem provas. Me sinto injustiçado, mas não sou uma pessoa revoltada. Eu simplesmente continuo lutando”.

Dirceu também fez uma análise crítica do Partido dos Trabalhadores. Para ele, a principal falha da legenda foi ser conivente com atividades ilícitas sem analisar as consequências futuras. “O erro principal não é a corrupção, o PT não é uma organização criminosa. Nós dirigentes que somos responsáveis, não os filiados. [o erro] Foi nós aceitarmos o caixa 2, a relação com as empresas, o financiamento privado, campanha custando 60 milhões, 100 milhões como acabou de acontecer”.

Frase polêmica

No dia 26 de setembro foi publica pelo Jornal El País, uma entrevista com José Dirceu em que uma polêmica frase do ex-ministro repercutiu e foi usada até na campanha eleitoral. A pergunta e a resposta foram as seguintes:

P. Dentro desse contexto, o senhor acha que existe a possibilidade de o PT ganhar essas eleições e não levar?

R. Acho improvável que o Brasil caminhará para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito. E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.

Dirceu explicou que o contexto da pergunta é importante para entender o tom das palavras respondidas por ele. Para o ex-ministro, a questão se tratava de um hipotético golpe de estado. “Se tiver um golpe de estado, não temos a eleição é questão de tomar o poder”.

Livro

Zé Dirceu – Memórias Volume 1
Hoje, às 19h na Fetems, rua 26 de agosto, 2996 – Amabaí. A partir das 19h.

CAPITAL MEIO DIA – 14 DE DEZEMBRO

Posted by Capital 95 FM on Friday, December 14, 2018

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