João Rocha diz que no “momento certo” se pronunciará sobre declaração de Saraíva

O Presidente da Comissão Permanente de Ética da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Professor João Rocha (PSDB), declarou na manhã desta terça-feira (22), que, “em função da responsabilidade que me foi delegada, pretendo me preservar para falar no momento oportuno, se necessário, até para me defender e esclarecer à população, com lisura e transparência todos os fatos que forem levantados durante os trabalhos da Comissão, inclusive sobre o depoimento do vereador Aírton Saraiva”, afirmou.

João Rocha pretende se preservar para falar no momento certo Foto Silvio Ferreira
João Rocha pretende se preservar para falar no momento certo Foto Silvio Ferreira

Questionado se, o fato de ter sido citado por Saraiva como tendo sido um dos participantes de reuniões que teriam tratado da cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), não o colocaria em um desconfortável condição de suspeição para os trabalhos da Comissão de Ética, João Rocha reiterou: “Estou com a consciência tranquila e não há nenhum desconforto. No momento certo, com toda a lisura e transparência, a população terá tudo esclarecido”, finalizou.

DEPOIMENTO

Em depoimento ao Gaeco, o vereador Aírton Saraiva teria informado a realização de uma série de reuniões para tratar da cassação de Bernal: nas primeiras reuniões, realizadas na casa do ex-governador André Puccinelli (PMDB), teriam participado os vereadores Waldeci Batista Nunes (o Chocolate) (PP), e Gilmar da Cruz (PRB). Os vereadores teriam recebido do então governador de Mato Grosso do Sul, a promessa de receber os vereadores em outros partidos, caso votassem pela cassação de Bernal.

Uma segunda série de reuniões teriam sido realizadas nas residências de Saraiva e dos vereadores Vanderlei Cabeludo (PMDB) e João Rocha (PSDB) – atual presidente da Comissão de Ética criada pela Câmara justamente para apurar a possível quebra do decoro parlamentar dos vereadores investigados na Operação Coffee Break, do Gaeco, por suposto envolvimento no esquema de compra de votos para a cassação de Bernal.

Todas as reuniões teriam ocorrido a partir do segundo semestre de 2013, no contexto de realização da comissão processante que culminou na cassação de Alcides Bernal, em 13 de março de 2014.

Silvio Ferreira

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