João Rocha defende harmonia entre Poderes e diz estar “à disposição do PSDB” nas eleições 2016

“Os Poderes públicos – Legislativo, Executivo e Judiciário – são ‘independentes e harmônicos entre si’ “. Em sua primeira entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador João Rocha (PSDB), citou o artigo 2º da Constituição Federal, que define o papel e a atuação ideal dos poderes, para explicar uma das principais metas que vem buscando em sua gestão à frente da Casa: “harmonia” com o Executivo.

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Rocha espera que candidato tucano tenha um currículo de serviços prestados para a cidade

Harmonia entre os Poderes – Para o presidente da Câmara, a atual legislatura enfrentou um período turbulento, de muitos conflitos com o Executivo, razão pela qual tem feito “gestos pela “harmonia citada pela Constituição, com o prefeito Alcides Bernal”. A iniciativa de realizar, em um ato com a presença da imprensa – por exemplo -, a devolução dos valores economizados do orçamento da Casa relativos ao duodécimo de 2015, que somaram R$10,2 milhões, segundo Rocha, foi um destes “gestos” que sinalizam a vontade de estabelecer uma relação harmoniosa com o Executivo.

“Críticas, são positivas, e continuarão sendo feitas, porque é papel dos vereadores fiscalizar os atos do Executivo. É por isso que a Casa também é chamada de “Parlamento”, um local em que os assuntos relativos à administração pública são discutidos”, lembrou.

“A Câmara, por força de lei e de regimento interno, não pode possuir ou constituir bem algum. Assim, mesmo os recursos economizados do orçamento da Casa, destinados pela prefeitura – que neste ano representaram o equivalente a quase dois meses de orçamento da Casa -, não pertencem à Câmara e tem que ser devolvidos à prefeitura, no caso de sua não-utilização”, explicou.

De acordo com o presidente da Câmara, “estes recursos, poderiam ser devolvidos, como sugeriu o prefeito, através de uma simples transferência bancária, mas insistimos em realizá-la em um ato público, pelo que representa como ‘gesto’ de um chefe do Legislativo, que busca uma relação harmoniosa com o chefe do Executivo.”

Eleições 2016 – João Rocha também falou sobre o processo eleitoral de 2016, em que o nome do presidente da Câmara Municipal desponta como uma das possibilidades do PSDB para a disputa pela prefeitura de Campo Grande.

“A decisão pelo nome que será colocado à disposição da população, com propostas de soluções para a necessidade do município, está sendo discutida pelo partido. Tudo será feito sem precipitação pelo PSDB, de acordo com o perfil traçado pela população. O partido escolherá o nome mais adequado para atender às demandas da população, dentro de suas expectativas de competência, história de realizações e serviços realizados para Campo Grande”, considerou.

Segundo Rocha, “esperamos que a pessoa que venha a ser escolhida para a cadeira do Executivo tenha um currículo de serviços anteriores prestados para a cidade. Que não espere entrar [na prefeitura] para fazer algo para a cidade. Mas quem escolherá esse nome é o partido. Eu sou um soldado, que como tal, está à disposição do PSDB”, finalizou.

Silvio Ferreira

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