João Grandão defende ação conjunta para acabar com conflitos fundiários em MS

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o deputado estadual João Grandão (PT) avaliou que “o processo de Reforma Agrária no estado avançou em Mato Grosso do Sul”, e tomou como exemplo, o processo de assentamento realizado na fazenda Itamaraty.

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Deputado João Grandão durante entrevista ao programa Tribuna Livre – Foto Silvio Ferreira

“Nós temos a convicção de que a Reforma Agrária tem problemas, mas promove a inclusão social. Vou citar o Assentamento Itamaraty, que não tenho dúvida, tem uma produção considerada de alto padrão. O número de famílias que hoje residem na Itamaraty é infinitamente maior do que as famílias que viviam lá anteriormente. Outro exemplo, é o latifúndio Teijin, em Nova Andradina, que hoje tem uma produção de leite quatro vezes maior e o rebanho leiteiro oito, dez vezes superior do que era antes, distribuído entre várias famílias.”

O deputado defendeu que “A reforma agrária permite agregar valor, renda, mas obviamente existem gargalos que precisamos resolver: a questão de DAP [Declaração Anual do Produtor Rural, que deve apresentada anualmente pelos produtores à Receita Federal], a questão da titulação [de terra]. O governo federal tem que discutir isso. Por acreditar tanto nesta questão, nós promoveremos uma audiência pública [na Assembleia Legislativa de MS] para discutir a Agroecologia – que permite que se tenha saúde, uma produção que não usa agrotóxicos – no dia 26.”

Questionado sobre outro conflito ligado à questão fundiária no Estado, o que envolve indígenas, João Grandão afirmou: “Nós temos que resolver isso. É uma responsabilidade do governo federal, mas claro que tem a responsabilidade do governo estadual, das administrações municipais. Respeitando evidentemente a questão dos proprietários que têm que ser indenizados – não tenho dúvida disso -, mas não dá para admitir que esses conflitos continuem.”

Grandão argumentou que a ação do Estado precisa ser definitiva para acabar com os conflitos entre proprietários e indígenas, porque “a correlação de forças entre proprietários e indígenas é infinitamente menor para os indígenas. Nós estamos participando dessa discussão, inclusive discutindo isso na CPI do Cimi – fatores que foram colocados que na verdade fogem um pouco da situação, porque estão querendo investigar o Cimi e acho que temos que dar uma resposta para isso”, argumentou.

Sobre a reivindicação dos indígenas do Estado de  criação da CPI do Genocídio durante protesto realizado nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o parlamentar informou: “Já temos oito  assinaturas, suficientes para tramitar a CPI do Genocídio, que fala sobre as mortes de indígenas que não foram apuradas nesse Estado, o que também é ruim. O conflito é ruim para todo mundo, por isso nós estamos trabalhando para tentar dar nossa contribuição para dar uma resposta definitiva para este problema.”

Silvio Ferreira

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