João Amorim se defende para evitar prisão preventiva, após boatos

O advogado Benedito de Figueiredo, que representa – entre outros – João Amorim e Elza Cristina, solicitou ao desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva que indefira pedido de prisão que possa ter sido impetrado contra seu cliente. A ação de habeas corpus preventivo ocorre após ‘boatos de que (a prisão) teria sido requerida pelos membros do Gaeco’ (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

O empresário João Amorim entrou com pedido no Tribunal de Justiça para não ser preso pelo Gaeco
O empresário João Amorim entrou com pedido no Tribunal de Justiça para não ser preso pelo Gaeco

O pedido foi protocolado ontem (25) pelo próprio desembargador Luiz Claudio Bonassini, que determinou o afastamento do presidente da Câmara Municipal da Capital, vereador Mário César, e o prefeito Gilmar Olarte (PP), no último dia 25 de agosto.

A defesa alega que João Amorim, juntamente com Elza e outros investigados, foram alvo de busca e apreensão no dia 25 de agosto, sendo já ouvido na data. E que, ainda, voltou ao Gaeco para prestar novos esclarecimentos.

No Pedido PIC 18/2015, é solicitado que Bonassini indefira qualquer pedido de prisão feito ou que possa ser feito tendo como alvo João Amorim. O advogado alega que ‘estão ausentes os requisitos de tal medida extrema’.

Os advogados anexaram depoimento prestado por João Amorim ao Gaeco, no dia 25 de agosto, quando a Coffee Break foi deflagrada, argumentando ser uma prova de que o empreiteiro está colaborando com as investigações e, por isso, a prisão seria injustificada. Na ocasião ele confirmou ter torcido pela cassação do mandato de Alcides Bernal, mas apenas como cidadão.

“Que, não falei para Bernal que iria derrubá-lo; que, não atuei diretamente, nem nos bastidores, para buscar a cassação de Bernal, mas torci como cidadão para que isso acontecesse”, disse ele ao Gaeco. “Eu tinha interesse que Bernal fosse cassado, já que não era um bom prefeito”, continua.

João Amorim é investigado pelo Gaeco por conta da cassação de Alcides Bernal. Ele seria, segundo investigação, um dos financiadores e orquestradores da cassação. Segundo o Gaeco, Amorim e alguns vereadores organizaram a cassação em troca de dinheiro e cargos.

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