João Amorim preso pela PF consegue autorização para deixar prisão

O empreiteiro João Amorim, preso na terceira fase da operação Lama Asfáltica em Mato Grosso do Sul, teve o pedido de liberdade concedido nesta sexta-feira (8) pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). O advogado Alberto Toron entrou com habeas corpus e a medida liminar foi concedida pelo desembargador Paulo Fontes.

Foto Reprodução TV Morena
Foto Reprodução TV Morena

João Amorim chegou ao Centro de Triagem, no banco traseiro do carro da Polícia Federal (PF), por volta das 15h30. Um pouco antes, um dos advogados dele chegou à unidade prisional trazendo um colchão, uma sacola e uma mala com roupas.

Amorim se apresentou à PF por volta das 10h desta sexta-feira, 28 horas depois que os agentes começaram a cumprir os mandados de prisão da terceira fase da operação Lama Asfáltica, denominada Aviões de Lama.

Ele ficou cerca de quatro horas na superintendência, depois foi para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde fez exame de corpo de delito.

Esta é a terceira prisão do empreiteiro, que é um dos principais suspeitos de participação no suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de obras em Mato Grosso do Sul.

Amorim voltou para mesma cela de onde saiu há 17 dias e onde estão o ex-secretário de Obras do estado, Edson Giroto, o cunhado dele, Flávio Henrique Scrocchio e o empresário João Afif Jorge, preso na segunda fase da operação Lama Asfáltica.

A cela 17 do Centro de Triagem é destinada a presos com ensino superior, além de ex-policiais e ex-servidores públicos. Um dos detentos é o procurador de Justiça aposentado Carlos Alberto Zeolla, preso por suspeita de estupro de vulnerável e exploração sexual de menores.

A cela onde estão os presos da Lama Asfáltica tem capacidade para 24 pessoas, mas com chegada dos três investigados, hoje abriga 27 detentos. A direção do sistema penitenciário informou que três pessoas vão ficar sem cama e devem dormir em colchões no chão.

Todos os suspeitos negam participação no esquema de desvio de dinheiro público investigado pela Lama Asfáltica.

TERCEIRA FASE

A Justiça Federal de Campo Grande concedeu mandados de prisão preventiva contra Amorim, Giroto e Scrocchio por conta da alegação da Polícia Federal que eles estariam vendendo bens para evitar bloqueio de recursos.

A investigação apontou que um avião avaliado em R$ 3 milhões fora vendido em junho por R$ 2 milhões, sendo que o pagamento foi feito com outra aeronave de menor valor e quatro cheques. Esses recursos foram distribuídos para outras pessoas. Com esse procedimento, o rastreamento de valores ficaria mais difícil de ser feito.

Nesta fase, denominada de Aviões de Lama, ainda houve a apreensão de dois aviões.

O ex-deputado e o empreiteiro ficaram presos por 42 dias na segunda fase da Lama Asfáltica, que foi chamada de Fazendas de Lama. Os dois foram soltos em 22 de junho.

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