2ª fase de ação contra Procurador da Câmara coloca João Amorim em 3º processo

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), por meio de autorização da PGJ (Procuradoria Geral de Justiça) esteve em ação novamente hoje em Campo Grande, como o Página Brazil noticiou. O Grupo desencadeou nova fase investigatória de mais crimes em período da gestão do então prefeito Gilmar Olarte, que pode envolver 23 pessoas. Todos, ao menos hoje, foram chamadas para prestar depoimento, em processo tendo André Scaff, procurador jurídico da Câmara Municipal, como principal investigado. Ele e sua esposa Karina Campos Scaff foram presos na manhã de hoje (20). Veja abaixo a lista com nomes, que hoje além do casal preso, foram chamados para depor pela PGJ que incluiu e intimou dois vereadores e novamente o empresário João Amorim, entre os listados em possível envolvimento nas investigações.

amorim

Contudo, hoje, além de Amorim, também há e foram chamados para depor dezenas de empresários do ramo de construção civil, engenharia e prestação de serviços. Todos os 23 estão entre os notificados pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, a prestar depoimento no Gaeco, na segunda fase da Operação Midas, iniciada na manhã desta terça-feira em diversos pontos da cidade.

A ação do Gaeco faz parte da Operação Midas, que investiga a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica, tendo André Scaff, como principal investigado, em período que ele foi titular da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento e Finanças). E novamente o empresário João Amorim aparece listado e pode entrar em terceiro processo acusatório. Amorim já tem processos oriundos das operações Lama Asfáltica e CoffeeBreack.

Nesta manhã, Scaff foi preso por determinação da Justiça, suspeito de receber propina no valor de R$ 3 milhões, para aditar e renovar contratos de empresas prestadoras de serviços com a prefeitura, no período em que foi secretário de finanças, na gestão do então prefeito Gilmar Olarte.

A primeira fase da Operação Midas, segundo o MPE, aconteceu em maio deste ano. Na ocasião, André Scaff também prestou depoimento e a investigação apontou incompatibilidade dos bens adquiridos por ele com a renda mensal obtida como servidor público. Em 19 de maio, ele chegou a ser preso, mas não pela operação e, sim, porque em mandados de busca em sua residência foram encontradas munições, o que configurou porte ilegal de arma.

Mais envolvidos ou somente irão prestar depoimentos

Na lista dos que foram convocados para depor estão os vereadores Flavio Cesar Mendes (PSDB) e Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). Além do vereador cassado no fim do ano passado, Paulo Pedra (PDT), e dos empresários João Alberto Krampe Amorim, Carlos Gustavo Cardoso Coppola, Ricardo Schettini Figueiredo e João Abib Mansur.

João Amorim já é investigado nas operações Lama Asfáltica e CoffeeBreack. A primeira investiga em nível do governo do Estado, na gestão do ex-governador Andre Puccinelli, a prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie. A segunda apura associação criminosa e corrupção, para a cassação do prefeito Alcides Bernal, em 2014.

Veja a lista completa:

Andréia Silva de Lima
Ariel Dittmar Raghiant
Carlos Augusto Borges
Carlos Gustavo Cardoso Coppola
Conrado Jacobina Stephanini
Flavio Cesar Mendes
Guilherme Muller
João Abib Mansur
João Alberto Krampe Amorim
José Audax Cesar Oliva
Jose Luiz Moreno Bisogenin
Luciano Fonseca Coppola
Mariana Andrade Dávila Souza
Olmar Aparecido Moura
Orlando Torres da Silva
Paulo Francisco Coimbra Pedra
Pedro Marilto Vidal de Paula
Regionaldo João Bacha
Ricardo Schetini Figueiredo
Ricardo Teixeira Albaneze
Sandra Maristela

Comentários

comentários