Jedeão: Justiça condena a 41 anos de prisão o então assessor do ex-juiz Odilon

Lúcio Borges

O polemico caso de roubo ou corrupção de Jedeão de Oliveira, então servidor na Justiça Federal de Mato Grosso do Sul, chegou ao fim nesta sexta-feira (30), onde ele foi condenado a 41 anos de prisão e perda do cargo naquele Judiciário. O caso é relevante, mas ficou mais em evidencia, pois ele foi assessor direto, em cargo de direção, do então renomado juiz Odilon de Oliveira, que após aposentadoria no ano passado, passou ao lado político partidário e até disputou as eleições de 2018, quase vencendo e conquistando o cargo de governador do Estado.

O ex-assessor Jedeão de Oliveira, foi condenado a exatos 41 anos, três meses e 8 dias de prisão, conforme despacho ontem, do juiz Dalton Igor Kita Conrado, da 5ª Vara Federal de Campo Grande. Contudo, pelos meandros da Justiça brasileira, ele pode recorrer da sentença em liberdade ante ato condenatório por apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, que teve posse em razão do cargo, ‘ou desvia-lo em proveito próprio ou alheiro’.

No caso, o servidor teria pego dinheiro apreendido pela Polícia Federal que foi levado para seu local de trabalho, a 3ª Vara Federal em Campo Grande, junto ao gabinete de Odilon, onde trabalhou por 21 anos. Segundo a denúncia, os valores ultrapassariam os R$ 11 milhões. Por ser funcionário público comissionado, ou seja, ocupando um cargo de confiança, a pena é aumentada.

Jedeão também terá que pagar multa e perdeu o cargo público exercido na Justiça Federal de MS. Ele foi absolvido da acusação de outros crimes supostamente praticados e denunciados em outras três situações.

Tinha conhecimento, mas repassa desfalque ao patrão, juiz Odilon

O então ex-diretor de secretaria da 3ª Vara Federal em Campo Grande, Jedeão de Oliveira, afirmou já em juízo e pela imprensa, principalmente na época eleitoral, que tinha conhecimento do que era levado a Vara Federal, mas que o dinheiro que supostamente foi desviado do local, só não era depositado em conta judicial por determinação do juiz Odilon de Oliveira.

Ele aponta que existiam dois cofres na 3ª Vara, o primeiro era uma espécie de sala-cofre, aberta por, no mínimo, duas pessoas, e um cofre a prova de fogo, que ficava dentro do gabinete de Odilon.

O dinheiro guardado nesses cofres era oriundo de apreensões determinadas por sentenças proferidas pelo titular da Vara, e que deveria, segundo o ex-diretor, ser depositado em uma conta judicial da Caixa Econômica Federal, conforme orientação do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).

Então candidatos ao governo do Estado, Reinaldo Azambuja, que venceu e foi reeleito e o ex-juiz federal Odilon de Oliveira

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