Jamil Name e filho são presos pelo Gaeco em operação contra milícias

Os empresários de Mato Grosso do Sul, Jamil Name e Jamil Name Filho, e outras 21 pessoas são alvos de operação realizada em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (27), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Garras, Batalhão de Choque da Polícia Militar e Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar.

Policiais e agentes do Gaeco no condomínio dos empresários — Foto: Osvaldo Nóbrega/TV Morena

Agentes do Ministério Público Estadual e policias chegaram ao condomínio de luxo onde moram pai e filho às 6h (de MS). O advogado da família, Renê Siufi, chegou à residência pouco antes das 7h.

O local é apenas um dos alvos da operação denominada Omertá. Ao todo, policiais e agentes do Gaeco têm que cumprir 44 mandados judiciais, sendo 13 de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão.

De acordo com a polícia e com o Gaeco, os alvos são suspeitos de organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva, dentre outros.

O nome da operação é um termo da língua napolitana que define um código de honra de organizações mafiosas do Sul da Itália. Fundamenta-se num forte sentido de família e num voto de silêncio que impede cooperar com autoridades policiais ou judiciárias, seja em direta relação pessoal como quando fatos envolvem terceiros.

Milícia

A investigação é consequência da prisão do guarda municipal Marcelo Rios no dia 19 de maio. Segundo a Garras, ele mantinha arsenal formado por dois fuzis AK-47, quatro calibre .556, uma espingarda calibre 12, 17 pistolas, um revólver e várias munições, além de silenciadores, lunetas e bloqueadores de sinal de tornozeleiras eletrônicas em uma casa na Rua José Luiz Pereira, no Jardim Monte Líbano.

Além de Rios, outros dois guardas municipais e um segurança do empresário foram denunciados pelo Gaeco por obstruir investigação e integrar grupo de extermínio responsável por três execuções em Campo Grande. O processo tramita em sigilo na 3º Vara Criminal de Campo Grande.

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