Jamal fala sobre depoimento e se diz arrependido de ter aceitado “bucha da Sesau”

Depois de prestar depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), na manhã desta segunda-feira, dia 26, o vereador Jamal Salem declarou que “não foi cooptado por nenhum dos lados interessados no processo de cassação do prefeito Alcides Bernal, em 2014. O critério para o meu voto pela cassação do prefeito foi unicamente técnico. Eu fiz questão de comparecer ao Gaeco porque tenho me sentido injustiçado por ter sido conduzido para depoimento e pela forma como fui apresentado por parte da imprensa, sem provas, em meio a uma disputa política entre os interesses de dois lados (sem citar o nome do prefeito Alcides Bernal e do vice Gilmar Olarte)”, desabafou.
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Jamal ainda lamentou que no momento que se seguiu à cassação tenha aceitado participar da gestão Gilmar Olarte(PP): “O único erro que cometi foi ter aceitado assumir à secretaria municipal de saúde”. O vereador classificou a decisão tomada na ocasião de “verdadeira bucha, em um contexto de redução de repasses e falta de recursos para a Saúde, ainda mais em meio a uma disputa política.”

Questionado sobre a natureza dos documentos que apresentou ao Gaeco o vereador declarou: “Eu não tenho provas. Eu tenho conversas que ouvi. Quem vai produzir às provas é o Gaeco”. Jamal voltou a defender “a perícia nos celulares de Bernal e dos vereadores que votaram contra a cassação, para fundamentar as denúncias que fez ao Gaeco sobre a suposta existência da compra de votos também para livrar Bernal da cassação.”

Ao final, Jamal reafirmou que “existiram reuniões realizadas pelos vereadores, em que o processo de cassação de Bernal foi discutido, mas sem a menção de compra de votos” e que “às vésperas da votação, participou de uma reunião com o prefeito, que buscava apoio contra a cassação”, mas frisou que “na votação foi o relatório sobre as irregularidades – em especial relativas à merenda das escolas da Capital – o que definiu o meu voto”, defendeu.

Para Jamal, “a iniciativa do Ministério Público Estadual (MPE) de pedir o afastamento de Bernal, pelo mesmo motivo que teria norteado meu voto – irregularidades na aquisição de merenda na rede municipal -, demonstra que o critério técnico foi o correto.”

Silvio Ferreira

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