Ismac disponibiliza serviço de produção de cardápios em braile para empresários do Estado

Mauro Éder, tesoureiro do Ismac e radialista; Andréa Saab Baroli, professora do instituto e José Aparecido de Souza, responsável pela gráfica braile do Ismac, com a diretora do grupo Capital de Comunicação, Soraia Dibo, nos estúdios da Capital FM – Foto: Silvio Ferreira

Em visita aos estúdios da Capital FM, e ao portal Página Brazil, do grupo Capital de Comunicação, os representantes do Ismac (Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos “Florivaldo Vargas), José Aparecido de Souza, responsável pela gráfica braile da instituição; Andréa Saab Baroli, professora do instituto e Mauro Éder, tesoureiro do Ismac, defenderam o aperfeiçoamento de questões de acessibilidade para pessoas com deficiência visual à bares, restaurante e estabelecimentos comerciais em geral no Estado, que inclusive contemple cardápios e informativos em braile.

O serviço ainda é pouco conhecido pelos empresários do Estado. Lei estadual nº 1904, de 17 de novembro de 1998 já regulamenta essas medidas em Mato Grosso do Sul, excluindo pequenos estabelecimentos, mas o decreto federal nº 5.296, de 2 de maio de 2004 – que ficou conhecido como “Lei da Acessibilidade Nacional” – estabelece regras de acessibilidade de forma generalizada que além da previsão da disponibilidade de cardápios em braile, ainda estabelece regras para rampas de acesso, calçadas táteis e arquitetura que contemple à acessibilidade para pessoas com necessidades especiais.

Segundo José Aparecido, somente cadastrados no Ismac – centro de referência no atendimento à pessoas com deficiência visual em MS -, há hoje cerca de 500 pessoas, de Campo Grande e do Interior. “São cidadãos e consumidores, que tem o direito de serem melhor recebidos e atendidos”, lembrou Mauro Éder, que além de tesoureiro da instituição, é radialista.

Os representantes do Instituto lembraram que “a prefeitura de Campo Grande estabelece regras para a implantação de pisos táteis, que apesar de existirem, ainda são muitas vezes equivocados “É comum o piso tátil ser rente à muros, com o risco natural de acidentes envolvendo animais, como cães de guarda de residências, ou ainda acidentes causados por portões de elevação”, lembrou José Aparecido.

Apesar dos equívocos comuns na sua em Campo Grande, o emprego das pistas táteis estaria em situação mais avançada em Campo Grande, em relação a outras capitas, mas mesmo assim, isso é algo que precisa ser estudado. Antes da implementação desses recursos, as associações que representam os cegos e outros deficientes, precisam ser consultadas, para que não sejam implementados pisos táteis que terminam em postes, por exemplo”, lembrou Mauro Éder.

Andréa Saab Baroli, professora do Instituto, lembrou que “mesmo restaurantes de um centro de atração turística da Capital, como a Feira Central, que todo campo-grandense visita, ainda não disponibilizam de cardápios em braile”. Segundo José Aparecido, durante todo o ano de 2014, somente três restaurantes da capital se valeram do serviço.

Preocupados com isso, os representantes do Ismac estão divulgando o serviço oferecido pelo instituto, de produção de cardápios e outros informativos que incluam o braile. Os interessados=p podem procurar o Ismac, na rua 25 de dezembro, 262, no Centro de Campo Grande; pelo telefone: 3325-0997 ou pelo e-mail: [email protected]

Silvio Ferreira

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