Irmão do goleiro Bruno é indiciado no caso da morte de Eliza Samudio

A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher do Rio de Janeiro (Deam) indiciou nesta sexta-feira, dia 08 de julho, Rodrigo Fernandes, irmão do goleiro Bruno Fernandes. Rodrigo foi denunciado pelos crimes de sequestro e tentativa de aborto de Eliza Samudio.

O irmão do ex-goleiro Bruno Fernandes, Rodrigo Fernandes, concede entrevista à TV no Piauí em que ele inclui o Comando Vermelho no desaparecimento de Eliza Samudio e diz haver um "pacto de silêncio" entre as pessoas envolvidas para não falar sobre o crime Imagem: Reprodução
O irmão do ex-goleiro Bruno Fernandes, Rodrigo Fernandes, concede entrevista à TV no Piauí em que ele inclui o Comando Vermelho no desaparecimento de Eliza Samudio e diz haver um “pacto de silêncio” entre as pessoas envolvidas para não falar sobre o crime Imagem: Reprodução

Um inquérito complementar foi aberto para analisar a suspeita de que ele seria cúmplice do assassinato de Eliza.

Rodrigo está preso desde setembro de 2015 no Piauí e declarou na última segunda-feira (4) que sabe onde os restos mortais da ex-namorada do irmão foram enterrados.

Em nota, a delegacia afirma ainda que em relação às declarações “prestadas pelo autor à Polícia Civil do Piauí, foi encaminhada cópia do termo ao Tribunal do Júri de Minas Gerais para providências cabíveis”.

Morte de Eliza

Bruno passou a ser suspeito no caso após um primo dele, menor de idade na época, confessar que participou da morte de Eliza a mando do atleta. Na época do crime, ele era titular do Flamengo e era um dos nomes cotados para defender a seleção brasileira.

A modelo tinha 25 anos e era mãe de um filho do goleiro, que não reconhecia a paternidade da criança. Ela desapareceu em 2010. Bruno foi preso meses depois, junto com seu amigo, Luis Henrique Romão, o Macarrão. Em 2013, o goleiro foi condenado a 22 anos pela morte de Eliza.

Macarrão foi condenado meses antes, em novembro de 2012, pelo mesmo crime. Além deles, Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta; o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Elenilson da Silva e Wemerson Marques também foram condenados por participar do crime.

A ex-mulher de Bruno Dayanne Rodrigues chegou a ser presa e julgada, mas foi inocentada. Eliza foi dada como morta após o fim das investigações, mas seu corpo nunca foi encontrado. (UOL)

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