Invasores de residencial de Dourados deixam rastro de destruição

Os invasores do residencial Dioclécio Artuzi III, em Dourados, deixaram um verdadeiro rastro de destruição. Todas as 450 casas sofreram algum tipo de avaria e de acordo com os responsáveis pela obra, a equipe irá calcular o prejuízo total deixado em  dez dias.

Banheiro de uma das residencias ficou completamente destruído com ato de vandalismo - Foto: Rodrigo Bossolani
Banheiro de uma das residencias ficou completamente destruído com ato de vandalismo – Foto: Rodrigo Bossolani

De acordo com o Dourados News, as marcas de destruição ficaram nas portas e janelas destruídas, forros arrancados, paredes pixadas e muito lixo. Além disso, os autores furtaram fiação, pias, vasos sanitários e até materiais de funcionários que trabalhavam no local como ferramentas, chaves e motor de betoneira, conforme mostrado ontem, relembre aqui.

Para Ramão Pedroso, um dos representantes da construtora LC Braga responsável pelas obras no local, a devastação que ficou no residencial faz com que a situação seja lamentável. Ele cita que os furtos já foram notados logo no primeiro dia de invasão, data em que ele fez o boletim de ocorrência, mas que diante do novo relatório dos estragos e dos itens levados posteriormente, ele irá documentar tudo no B.O.

“Levaram muita coisa, não tem como nem como ter uma média do prejuízo agora, temos que fazer um levante que irá demorar esse período já que são centenas de casa. Foram atos de vandalismo mesmo, não dá para pensar que as pessoas que fizeram isso seriam os futuros donos, pois, com aquelas ações isso fica sem lógica”, enfatiza.

Os invasores deixaram o local entre terça (12) e quarta-feira (13) sob guarda da Polícia Militar após ordem judicial que concedeu reintegração de posse a Caixa Econômica. Ramão afirma que a maioria das casas estava em fase de acabamento e não deveria demorar muito a ser entregue, o que muda agora diante dos estragos. “Tem residências que faltavam apenas a pintura e com as ações dos invasores estão destruídas agora. É fato que vai se demorar bem mais do que estava planejado para se finalizar, até devido ao que vai ter que ser refeito”, relatou.

A assessoria de comunicação da Caixa Econômica Federal afirmou que a definição de como arcar com os prejuízos deixados em destruição e roubo e de quanto tempo levará para se conseguir efetuar todos os reparos e concluir as casas vai ser possível apenas após uma análise da atual situação do residencial.

A assessoria informou ainda que essa análise deve ser iniciada esta semana com uma equipe da Caixa Econômica Federal, da construtora LC Braga e do município e será finalizada em um prazo médio de dez dias.

Na terça-feira, representantes do banco e do setor de habitação da prefeitura se reuniram com os futuros proprietários das casas para o sorteio dos lotes e casas que entrarão. Eles foram contemplados em 2013 e ainda terão que esperar para poder entrar na residencia.

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