Intenção de consumo das famílias cai 1,7% em um ano, diz CNC

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgado nesta quarta-feira (18) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em janeiro registrou queda de 1,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado foi de 76,2 pontos, em uma escala de 0 a 200.

De acordo com a CNC, na comparação mensal, o resultado se mantém estável em relação a dezembro. O índice abaixo de 100 pontos indica uma percepção de insatisfação com as condições do mercado atual.

O levantamento mostrou que 31,3% das famílias se sentem mais seguras em relação ao emprego atual. Este foi o único indicador dentre os que compõem o ICF que ficou acima da chamada zona de indiferença. De acordo com a CNC, embora tenha caído 1% na comparação com dezembro, em relação a janeiro do ano passado ele subiu 1,2%.

Em contrapartida, a maior parte das famílias, 61%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado. O item Nível de Consumo Atual teve aumento de 1,7% em relação a dezembro e queda de 5% na comparação com janeiro do ano passado.

Já 70,6% das famílias ouvidas consideram o momento atual desfavorável para a aquisição de duráveis. Isso representa um aumento de 3,2% em relação ao mês anterior e de 8,4% na comparação anual.

Os dois componentes do índice, Nível de Consumo Atual e Momento para Duráveis apresentaram a menor pontuação do mês de janeiro, segundo a CNC. Ambos tiveram 52,5 pontos, numa escala de 0 a 200.

O terceiro componente do índice, Compra a Prazo, ficou com 66,8 pontos, registrando assim uma redução de 0,8% na comparação mensal e 11,9% na anual.

Questionadas sobre o mercado de trabalho, 45,1% das famílias disseram considerar negativo o cenário para os próximos seis meses.

O índice que mede as expectativas em relação ao mercado de trabalho registrou 99,9 pontos, o segundo melhor desempenho para o mês, segundo a CNC. O resultado no entanto mostra uma queda de 0,6% da expectativa em relação a dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado, a queda foi de 0,4%.

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