Integrantes do PCC se rebelam e fazem refém em prisão no Paraguai

Integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) se rebelaram ontem e teriam assumido o controle do Centro de Reabilitação Social (Cereso) do departamento de Itapúa, no sul do Paraguai, segundo a imprensa local.

O ministro do Interior, Juan Ernesto Villamayor, confirmou a rebelião a alguns jornais locais. As primeiras informações indicam que houve disparos dentro do presídio e que um funcionário foi feito refém pelos criminosos. Três integrantes do PCC teriam fugido.

Cadeia em Tacumbú: o PCC faz campanha para recrutar membros (Norberto Duarte/AFP)

Villamayor afirmou que a polícia já está buscando os três homens que escaparam da prisão. Principal grupo criminoso do Brasil, o PCC tem grande atuação no Paraguai e disputa áreas com o Comando Vermelho. O governo paraguaio calcula que 400 integrantes dos dois grupos estão cumprindo condenação nas prisões do país.

Principal grupo criminoso do Brasil, o PCC tem grande atuação no Paraguai e disputa áreas com o Comando Vermelho. O governo paraguaio calcula que 400 integrantes dos dois grupos estão cumprindo condenação nas prisões do país.

O grande número de criminosos brasileiros nas penitenciárias paraguaias fez o governo do país buscar formas de acelerar os processos de extradição dos integrantes das duas quadrilhas ao Brasil.

O processo de expulsão de presos começou a ganhar mais celeridade em novembro de 2018, quando o Paraguai expulsou o traficante brasileiro Marcelo Piloto, do Comando Vermelho, após ele assassinar uma jovem que o visitou em sua cela para evitar a extradição.

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