Inovação tecnológica é apontada na Câmara como solução para superar crise econômica

No dia em que a Câmara Municipal vota em segunda discussão a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Campo Grande para 2018, os vereadores ouviram a proposta de criação de uma norma legal que trace novos caminhos em meio ao marasmo gerado pela crise econômica: a proposta de elaboração de um Marco Regulatório para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Algumas das maiores empresas do mundo surgiram de projetos com poucos recursos financeiros, mas ousadia e conceitos inovadores. Entre os exemplos mais conhecidos estão as gigantes da informática Apple e Microsoft. Daí a importância que o fomento ao empreendedorismo e a cultura da inovação tecnológica tem conquistado no mundo de negócios, principalmente em economias em crise.

Para o relator da LDO/2018 de Campo Grande, “está é a hora de falar sobre empreendedorismo e inovação”.  Foto: Câmara Municipal de Campo Grande

Sobre o investimento neste setor, o relator do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), vereador João César Mattogrosso (PSDB), diz acreditar na necessidade de que, em um momento de receitas em queda, necessidade de austeridade com cortes nos gastos e orçamentos reduzidos, o “poder público seja cada vez menor e o setor privado maior. É preciso fazer mais, com menos. E é na crise que precisamos conversar sobre isso”(o empreendedorismo e a inovação).

Em breve palestra apresentada aos vereadores, a diretora de Inovação e Empreendedorismo da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Leila Farias Lopes, defendeu a elaboração do Marco Regulatório Municipal para coordenar ações do Poder Público, iniciativa privada, entidades de fomento e universidades para alavancar o empreendedorismo e a diversificação da atividade econômica que levem a Capital além de seu tradicional perfil de pólo de turismo de eventos e serviços.

A palestrante citou a importância do marco regulatório como um instrumento para diminuir a burocracia e fazer convergir iniciativas do Poder Público (como as incubadoras de empresas); da iniciativa privada (como o Pacto ‘Juntos por Campo Grande’, apresentado na semana passada na Câmara Municipal pela ACICG – Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, que defende a gestão compartilhada do Executivo e Legislativo municipais com o setor empresarial para a execução de metas prioritárias na Educação, Saúde, Infra-Estrutura entre outros, para impulsionar o desenvolvimento econômico da Capital); do Sebrae e universidades (com o fomento às “startups” e a formação de profissionais com perfil empreendedor e inovador).

A palestrante defendeu que Campo Grande diversifique sua economia pelo fomento ao empreendedorismo e a inovação. Foto: Silvio Ferreira

Segundo Leila Lopes, a proposta já foi defendida junto ao governo do Estado, mas é importante que o município de Campo Grande assuma a vanguarda “nessa iniciativa que revoluciona o perfil econômico das cidades em que foi adotada”.

 

 

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